quinta-feira, 7 de maio de 2020

COVID19: O Relato de uma sobrevivente ....



O relato de uma doente que sobreviveu ao novo coronavírus

Ana Maria Nogueira Santos Loura, Técnica de Telecomunicações Aeronáuticas na ilha de Santa Maria, conhecida activista, considerada “mulher da guerra”, envolvida em várias causas sociais e culturais na ilha de Santa Maria, foi apanhada nas malhas do coronavírus. O Diário dos Açores desafiou-a a contar a sua experiência e, com a coragem e desassombro habituais no carácter de Ana Loura, deixou-nos esta mensagem.



Para que eu não esqueça
A passagem do Coronavírus na minha vida

Vim dos Açores no dia 17 de Fevereiro, para estar presente no Correntes D’Escritas (de 19 a 22), e depois substituir a senhora que presta serviço em casa da nossa Mãe para que gozasse as férias. Sofro de rinite alérgica e já estava em plena crise com bastante tosse. Estive debilitada durante todo o acontecimento. Convivi com amigos que só vejo nesses dias, pessoas que, como eu, não perdem o Correntes, e com os escritores de quem sou amiga há anos e os que fui conhecendo lá ao longo das edições a que assisti. O Correntes é, para além da importância que tem em termos literários, um encontro de amigos.

A minha saúde piorou substancialmente a partir do dia 24 de Fevereiro. Febre como há muitos anos não me lembro de a ter, dores no corpo, falta de forças, uma tosse que me abalava, falta de ar. Era um enorme sacrifício cuidar da minha Mãe como eu gostava e como ela merece. Fui tomando uns Brufens, o Maxilase, a bromalina, a quercitina, cisteína e mais de um xarope que havia cá em casa. As noites eram de pesadelo, 40º de temperatura, os lençóis alagados, as forças a falharem. Mas na esperança de que os medicamentos me aliviassem. Eu não podia adoecer. 

No dia 28 respirava cada vez pior. Os pulmões não queriam, a expectoração era esverdeada, pastosa, e só depois de muito tossir expelia do tamanho de uma moeda de 2 cêntimos. O resto ficava lá dentro a impedir os pulmões de expandirem. Era a asfixia. No final do dia, quando a senhora que apoia a nossa Mãe à noite chegou, fui à Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde. Tinha a garganta já com pontos brancos. Fui auscultada e o médico disse que não estava mal a nível pulmonar, era mais a nível brônquico. Vim com uma receita de: Bilastina, Azitromicina, Erdosteína Etodolac e Prednisolona. Fiz o tratamento durante os seis dias recomendados e os sintomas não diminuíam. As forças cada vez eram menos e a falta de ar era muita.

Entretanto saiu a notícia de que Luís Sepúlveda estava infectado pelo Coronavírus. Não estive em contacto directo com ele. Mas o facto fez-me pensar que eu estar infectada seria uma possibilidade já que os sintomas coincidiam com o que era dito pela Comunicação Social e as autoridades nacionais de Saúde. No dia 01 de Março liguei para a Saúde 24. Após minutos “infinitos” de espera, fui atendida pela primeira de três pessoas a quem expliquei pormenorizadamente os sintomas, que tinha estado no Correntes embora sem contacto directo com Luís Sepúlveda. Passou a chamada a uma segunda pessoa a quem tive de repetir tudo. Esta segunda pessoa passou-me a uma terceira a quem voltei a contar tudo. Informou-me que seria contactada pelo Delegado de Saúde. Esperei, esperei… Até ao dia 03 de Março, quando já desesperada voltei a ligar e voltei a ser atendida por mais três pessoas, a quem voltei a contar tudo e que me prometeram, mais uma vez, que seria contactada pelo Delegado de Saúde. Fui de facto contactada pelo Delegado de Saúde à terceira tentativa, feita no dia 05 de Março. O senhor Delegado, a quem contei pela décima vez o historial todo, disse que me ligaria dentro de momentos, o que cumpriu. Disse-me que, não tendo tido contacto directo com o escritor, o meu caso “não se enquadrava” no vírus. Insisti nos sintomas que, apesar do tratamento que estava a fazer há 6 dias, não diminuíam e muito menos desapareciam. O senhor insistiu que o meu caso “não se enquadrava” e que voltasse a uma consulta onde já tinha ido ou recorresse ao Hospital da Póvoa de Varzim, recomendando que não mencionasse o facto de ter estado no Correntes para não atrasar o processo da consulta pois, e mais uma vez, a minha doença “não se enquadrava” no Corona. Este “não se enquadrar” foi reafirmado pelo mesmo senhor Delegado no dia 13 quando lhe comuniquei que estava internada no São João, positiva: “Na altura a sua situação não cumpria os critérios então definidos para validação e que foram entretanto alterados”.

Nesse dia 05 de Março, ao fim da tarde, voltei ao Atendimento Permanente da Santa Casa de Vila do Conde. A médica que me viu pediu análise ao sangue. Eu tinha a garganta e o céu-da-boca cheio de pústulas. Foi-me feito também um RX aos pulmões. A médica achou por bem pôr a situação à consideração de uma colega de Medicina Interna. Não o tendo conseguido, disse-me que no dia seguinte eu seria contactada, o que aconteceu no dia 06, e me foi pedida nova ida ao Atendimento Permanente. O médico que me atendeu, o mesmo da primeira consulta, disse que após conversa com a colega da Medicina Interna tinham concluído que me deveria ser realizado uma TAC. Após análise do exame, foi-me prescrito novo tratamento: Levofloxacina, 500mg, Levofloxacina 250mg (para serem tomados em simultâneo); Paracetamol 1000mg; Etodolac 400mg; Pantoprazol 20mg; Duobiotic. 

Adiei, nesse dia, o meu voo de regresso a casa. Não me sentia em condições para viajar e nessa altura já temia estar de facto infectada e não seria sensato o contacto com mais pessoas.

Os sintomas não diminuíram com este novo tratamento. Eu arrastava-me, ardia em febre, mal respirava. Entretanto, a senhora que presta serviço em casa da minha Mãe regressou no dia 07 a meu pedido, e eu pude ficar na cama que era o que o meu corpo há muitos dias pedia.

No dia 11 pelas 10:15 da manhã voltei ao Atendimento Permanente, de táxi, como já me tinha deslocado das duas últimas vezes. Fui atendida pela mesma médica do dia 05. Olhou para a TAC e de imediato me encaminhou para uma salinha onde fiquei em isolamento, e ela acompanhou-me já vestida de cima a baixo com os fatos que vemos nas reportagens. Desencadeou o processo, e cerca das 05h20 da madrugada do dia 12 fui de ambulância para o Hospital de São João “com a roupa do corpo” e num estado físico nunca sentido antes, o ânimo do pior possível. Eu estaria infectada. Faltava o teste. A viagem foi tenebrosa. A máscara a tapar-me o nariz e a boca. A asfixia era cada vez maior. Eu não respirava. Tentava e não conseguia. A viagem foi um tormento. 

Chegada ao Hospital, eu já não raciocinava e tudo, neste momento é nubloso. Apenas recordo que fui metida num quarto por pessoas vestidas dos pés à cabeça como se fossem às colmeias buscar o mel. Pediram que trocasse a minha roupa por uma daquelas batas com que ficamos meias nuas. Lembro que me enfiaram os cotonetes gigantes pelo nariz e pela boca. Puseram-me a oxigénio. No dia seguinte veio o veredicto: POSITIVO. Mudaram-me de quarto para a Infecciologia. Quarto de pressão negativa. Fiquei a oxigénio, mas este era diferente: húmido e morno. Um monitor 24 horas por dia ligado a dar os sinais vitais e o nível de oxigénio medido num dos dedos com uma “pinça”, o oxímetro. O monitor apitava quando o oxigénio descia para valores mínimos. De quando em vez, entravam enfermeiros no quarto para me verificarem os sinais vitais, medirem a pressão sanguínea, e tirarem sangue. O cateter na veia ficou durante 22 dos 23 dias de internamento, por onde injectavam o antibiótico. Tomei o tal comprimido para a malária. Primeiro inteiro, e depois só metade. Tiravam duas vezes por dia sangue das artérias dos pulsos para analisar os níveis de oxigénio no sangue arterial. Eu estava num limbo, quase sonâmbula. 

Porque a minha Mãe fazia parte do grupo de risco devido aos seus quase 95 anos, foi de imediato desencadeado o processo de recolha dos mucos, o que aconteceu na madrugada do dia 13. O resultado foi comunicado à empregada dela no Domingo ao final da tarde. POSITIVO. Um dos momentos mais dramáticos da minha vida. EU TINHA INFECTADO A MINHA MÃE. Meu Deus! Chorei, gritei com as poucas forças que já tinha. Valeu-me o apoio de uma médica, a Dra. Cândida. Acompanhou o processo e aconselhou que a minha Mãe não saísse de casa já que não apresentava sintomas e foi cancelada a sua entrada no Pedro Hispano. Estou-lhe eternamente grata. Entretanto, um Delegado de Saúde, o Dr. António, acompanhou diariamente a situação da minha Mãe e da minha filha que tinha vindo de Lisboa para cuidar da Avó nas 24 horas do dia, mesmo correndo o risco de ser contagiada, já que as cuidadoras passaram à situação de quarentena. Seguiu à risca todas as indicações do Delegado de Saúde. A minha irmã Margarida disponibilizou as primeiras máscaras que a Ângela devia usar durante a viagem de comboio de Lisboa para o Porto. Amigas e duas primas “viraram o mundo do avesso” para lhe arranjarem máscaras, luvas e gel para as semanas que se seguiram.

As minhas forças, que já eram poucas, passaram a desespero, a impotência. A tosse e a falta de ar eram imensas. Apesar disso teimei em tomar banho e comer sozinha. Eu tinha que lutar. Nunca pensei que morreria. Rezei. Muito. Cantei baixinho “O Senhor é meu Pastor” e “Confiarei”. Ancorei-me no pessoal que tão bem cuidava de mim, me acenava sorrindo quando passava pela porta do quarto, no Deus em quem acredito e nos muitos amigos e familiares que me ligaram, alguns várias vezes por dia, outros com menos frequência com receio de me cansarem. Que bem me fizeram! No segundo ou terceiro dia, não sei precisar, um dos médicos, creio que Paulo, entrou no quarto e disse-me: estamos a ponderar em induzir-lhe o coma e ventilá-la. Pensei: isto está mesmo mau, mas seja. Confia. As horas passaram e enfermeiros entravam e mediam tensão, baixinha, o oxigénio ainda mais baixo. Mas os valores foram subindo devagarinho. No dia seguinte, uma das médicas – não sei qual pois só lhes via os olhos – disse que estava a reagir bem ao tratamento e o coma induzido estaria fora de questão. 

A partir de um dia que não sei precisar, começaram a injectar-me na barriga. Dias depois perguntei para que era. Para prevenir coágulos. No dia 18, foi-me feito uma TAC e mudaram-me de quarto para outro, na Ginecologia- internamento, de 3 camas onde estava a Catarina da “cadeia” da ida a Itália dos industriais de calçado. Eu tinha vencido a crise, embora ainda positiva. Os Cuidados intensivos tinham ficado para trás. Eu tinha recuperado algumas forças. Estava bem para o que tinha estado. Da janela deste quarto já se via vida lá fora, uma árvore onde por vezes pousava um melro e quando eu me levantava, pessoal do hospital sentado numa escada de incêndio a tomar café e a conversar. Da janela do outro quarto via tubos metálicos. A Catarina foi uma boa companhia. Entretanto chegou a Dona Fátima, infectada, tosse idêntica à minha dos primeiros dias, como se o mundo fosse acabar. Iniciei aí a minha “missão” de apoio. Ir à porta do quarto buscar as refeições, pôr água no copo, ajudar a ir à casa de banho. Entretanto a Catarina “negativou”. Fiquei feliz por ela. Mantemos contacto. Saiu a Catarina e entrou a Dona Florinda, frágil nos seus 83 anos, olhos azuis vivos e sorriso de menina. Tinha dificuldade em caminhar sem apoio e puseram-lhe uma fralda. Ficou com ar desanimado. Por duas vezes lhe puseram a aparadeira. Constrangida, lá fez o que precisava. Às tantas teve, novamente, necessidade de ir ao quarto de banho. Percebi. Toquei na campainha e, passado um bom bocado, uma assistente meteu a cabeça na porta e perguntou o que se passava. Respondi que a senhora estava “à rasca para urinar”. Resposta: “não tem fralda?” Faça. Vi naqueles olhos azuis uma imensa tristeza. Levantei-me e ajudei-a. Desde esse momento tomei nas minhas mãos a protecção daquela mulher que já tinha pesado há anos oitenta e tal quilos, trabalhara nos campos da família debaixo de sol desde o seu nascer ao seu pôr e entretanto, por problemas na saúde, agora era de aspecto frágil mas de uma postura, a que normalmente chamamos de nobre. 

No dia 30 de Março mudámos as duas para um quarto da Cirurgia vascular. No quarto que deixávamos, ficou uma senhora vinda do Dubai numa viagem de férias, infectada. Entretanto a D. Fátima tinha ido para casa, ainda positiva. A senhora que se lhe seguiu e tinha dado à luz um menino, também foi para casa positiva e onde estavam uma filha de uns sete anos e o marido. A D. Florinda na cama, eu e mais dois doentes, um deles o piloto que desmaiou aos comandos do avião, o Sr. Ismael (se a memória não me atraiçoa) percorremos corredores intermináveis em pijama, saco de plástico com os nossos haveres na mão. Estava a ver que não chegava ao fim “da estrada”. Deste quarto a vista era ampla. Virada a nascente/sul. Via o sol nascer, as andorinhas. Levava a D. Florinda à janela para ver a paisagem. A terceira cama ficou vaga durante alguns dias. Quando saí, nesse quarto ficou uma mulher que, pelos electrocardiogramas, acompanhamento durante toda a noite em que chegou ao quarto, não estaria nas melhores condições e para além disso teria algum grau de demência pois gritava dia e noite. 

No dia 04 de Abril, em que saí, a D. Florinda ficou a chorar sem saber como iria ser a partir daquele momento: quem iria ligar a televisão para a Missa, quem iria tirar as espinhas do peixe, cortar a carne, pôr a manteiga no pão, quem iria pô-la a falar com a família através do messenger

A alta médica (data em que fui considerada clinicamente curada mas não negativa ao vírus) teve lugar no dia 24 de Março. A partir daí, comecei a ser pressionada para voltar a casa dos meus Pais, mesmo estando positiva. Foi uma luta. Eles, que a casa tinha condições. Eu, que não, que a minha Filha estava a cuidar da minha Mãe que estava positiva, que tendo eu infectado a minha Mãe sem ter consciência disso, não iria voluntariamente correr o risco de infectar a minha Filha. Que lhe fizessem o teste e caso esse desse positivo eu regressaria a casa. Contrapuseram que eu estava a ser egoísta e estava a ocupar uma cama que estava a ser precisa. Tentaram incutir-me sentimentos de culpa. À última médica que me veio pressionar eu disse que ela e o hospital me estavam a obrigar a infectar a minha Filha. Ficou fora de si, deu meia volta e bateu violentamente a porta do quarto. Mais uma vez, quem salvou a situação foi o Dr. António, que para proteger a Ângela exigiu a minha permanência no São João. Entretanto, comecei a ter acompanhamento psicológico pela Dr. Sandra. Penso que ela terá tido, também, uma palavra a meu favor neste processo.

Os meus testes andaram durante dias a “dançar” entre o positivo, negativo, inconclusivo, positivo, negativo, NEGATIVO. No dia 05 de Abril deixei o Hospital de São João rumo a casa dos meus Pais numa ambulância da Cruz Vermelha. Vários funcionários vieram ao corredor despedir-se. Agradeci. No fundo, o balanço do meu internamento foi positivo. Estou viva!!!!
Passados que são 24 dias da minha alta efectiva, ninguém mais, excepto o Dr. António enquanto os dois testes à minha Mãe não deram negativos (para que a vida cá em casa regressasse à normalidade possível, e para o Dr. decretar o fim do isolamento profilático da Ângela), o último a 15 de Abril, me perguntou se tenho falta de ar (que ainda tenho), se me canso (ainda muito), se a memória que já era fraca está pior (muito pior), se estou bem (que ainda não estou). É estranho o abandono pós internamento. Vemos as notícias e uns dizem que há imunidade, outros que não; uns que não há reinfecção, outros que há. uns que ficam sequelas, outros que não (acredito que sim, sinto-as).

Estou em casa dos meus Pais, é certo. Mas estou fora do meu domicílio há dois meses e meio. A previsão de voo Porto/Ponta Delgada é para 20 de Maio. Se os procedimentos não se alterarem terei de permanecer fechada num quarto de hotel durante 14 dias (depois de 23 de internamento e estes dias todos confinada em casa com raras saídas para abastecer o frigorífico e a dispensa). Previsão de chegada a casa é 03 de Junho. Cerca de 107 dias depois de ter saído. Haja paciência e saúde, e acrescento o que acrescentaria o meu Pai se fosse vivo: E coza o forno.

Nunca afirmei ou me convenci de que fui infectada no Correntes. Não tive contacto directo com Luís Sepúlveda. Amigos comuns tiveram contacto muito mais próximo e não foram infectados. O contágio pode ter acontecido no Aeroporto de Ponta Delgada no dia 17 de Fevereiro, no de Pedras Rubras no mesmo dia, nos autocarros que usei para ir para a Póvoa. Não sei se faço parte de alguma cadeia. Nunca ninguém me perguntou nada. Não tenho a noção, nem do local, nem do momento. O certo é que estava debilitada desde há alguns dias, defesas em baixo. [Hoje, dia da morte do meu querido Luís Sepúlveda, continuo a duvidar que o meu vírus tenha vindo dele]. O certo, também, é que o Atendimento Permanente da Santa Casa de Vila do Conde fechou de imediato, o MADI entrou de quarentena, assim como os dois taxistas que me transportaram. 

Mas “Vai ficar tudo bem” para quem como eu e a minha Mãe sobrevivemos. Pelo menos para já.

Quero deixar o meu alerta: sofri muito, isto é tenebroso. Vale a pena tomarem todas as precauções. Não facilitem. Ele, “o bicho mau, com picos e uma coroa”, como lhe chama o meu amigo escritor António Mota nas cartas diárias ao seu neto nesta quarentena, não dorme e efectivamente MATA. E se não mata faz-nos passar momentos terríveis. FIQUEM EM CASA, PROTEJAM-SE. A prevenção é a cura mais certa. O confinamento e as quarentenas são difíceis de viver. Mas muito mais difícil é sofrer, e para muitos morrer na mais dolorosa asfixia. É igual a enfiarmos a cabeça num saco de plástico.

Nem todos vamos ficar bem. Mas façamos parte do número dos que se vão prevenindo, ficando em casa, lavando e desinfectando as mãos, usando máscara e o distanciamento.

A minha gratidão à Dra. Rita da Santa Casa, que ao “desconfiar” que eu estaria positiva me salvou a vida; à Dra. Cândida do Hospital de São João; ao Dr. Paulo e a todos os outros que nos Cuidados Intensivos cuidaram de mim; ao Dr. António pelo acompanhamento à Ângela e à minha Mãe, e no fundo a mim, pelos conselhos de como higienizar a casa que deu à minha filha e de como se proteger e proteger a Avó; à Dra. Sandra pelo ânimo que me foi dando; aos meus amigos e familiares que me acompanharam diariamente; à Dra. Inês do Centro de Saúde de Vila do Conde. À minha Filha que se sujeitou ao vírus e fez um trabalho titânico nas 24 horas dos 23 dias em que sozinha cuidou da Avó e nos dias seguintes de mim debilitada e me aturou quando eu não fazia bem as coisas nos cuidados à minha Mãe e à casa conforme as direcções do Delegado de Saúde. Nunca a família lhe agradecerá o suficiente.

Abraços de quem sobreviveu, pelo menos por enquanto. CUIDEM de vocês. FIQUEM EM CASA, PROTEJAM-SE

AZURARA, 28 de Abril de 2020
Ana Loura

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Tesourinho Deprimente em tempos de Pandemia !!

Ninguém ficou indiferente à forma surpreendente com que COVID19 apanhou o mundo. Há que lidar com isso e, certamente, por mais vontade que tenhamos em voltar ao normal, não será fácil nem um processo célere.
Restar-nos-á adaptarmo-nos aos novos procedimentos, reerguer-nos aos poucos e contar com a colaboração de todos sem exceção.
Só é pena que se notem tiros a serem dados nos pés sem necessidade e este comunicado da Junta de Freguesia de Vila do Porto é prova disso mesmo. 

A minha estupefação não vai, obviamente, para o acordo firmado entre a Direção Regional da ANAFRE e a JFVP, para a distribuição dos Kits. Vai sim, para a forma como a Junta de Freguesia entendeu promover a distribuição dos refereridos Kits não recorrendo por exemplo, aos CTT e em dois momentos distintos. O primeiro, com o envio de uma comunicação e o segundo, com o envio dos kits. As medidas de prevenção em vigor assim o exigiam meus senhores !!!  

Mais, um assunto desta importância é comunicado apenas no Facebook? E quem não tem acesso a redes sociais? Ah já sei. 
Passa a ficar órfão da informação ou, perdoem-me a dureza das palavras, morre à espera que o kit lhe chegue a casa correto? 

Não é habitual mas desta vez, a JFVP esteve mal. Muito Mal. 


terça-feira, 5 de novembro de 2019

Saúde nos Açores: Doente e com prognóstico muitíssimo reservado.

Se (ainda) dúvidas houvessem relativamente ao estado em que se encontra a saúde na Região Autónoma dos Açores, os números falam por si. 



Números relativos e apenas, aos três hospitais da região.

domingo, 3 de novembro de 2019

Baía de São Lourenço: AINDA no âmbito da criação de acessos para pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada.....

Se dúvidas houvesse relativamente à incompetência do Governo Regional dos Açores neste particular e/ou à consideração que este tem pelas pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada, este é apenas mais um episódio a juntar a uma novela que parece não ter fim à vista. 

Este anúncio, datado de 23 de julho de 2019, divulga que três empresas foram convidadas a apresentar propostas e que o procedimento terminaria a 31 de Julho. Mais, que a montagem do equipamento deveria ter sido instalada no início do mês de Setembro ou seja, a "meia dúzia" de dias para o fecho da época balnear. Os timings são, de facto, verdadeiramente fantásticos e demostram cabalmente a capacidade que o GRA, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar, tem nesta e noutras matérias afetas à Baía de São Lourenço. Em suma, passaram mais de 3 MESES desde o suposto encerramento do procedimento. Quanto ao resultado, é o mesmo desde que a requalificação da Baía de São Lourenço foi dada por concluída em .........2012. 

Para quem não tem acompanhado sugiro a leitura do POST ANTERIOR. 



sábado, 13 de julho de 2019

Onde é que eu já vi este "Filme"?


No dia 24 de Julho de 2018, portanto, há sensivelmente um ano atrás, dava eu conta aqui neste espaço de um problema antigo, recorrente e que condiciona a época balnear na Baía de São Lourenço levando mesmo à interdição da Piscina. As infiltrações são de tal ordem que afetam a qualidade da água e colocam em causa a saúde pública.
Hoje, 13 de Julho de 2019 e por ordem da autoridade competente, a piscina de São Lourenço foi novamente interdita mas desta feita por tempo indeterminado até que seja encontrada uma solução que não coloque em causa a saúde pública. 


PS: Baía de São Lourenço / Requalificação concluída em 2013 Quase 6 Milhões de Euros Investidos.....

Verão de 2019: SEM ACESSOS para pessoas portadoras de deficiência e/ou mobilidade reduzida. 

LAMENTÁVEL E VERGONHOSO 

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Parque Habitacional da Zona do Aeroporto.


A julgar pela requalificação que foi alvo este "Quonset hut" (que foi ou será entregue à Associação Salvaterra) e pelas intervenções em duas habitações no Bairro de Santa Bárbara, diria que o estado de irrecuperabilidade das "casas de chapas" do Parque Habitacional do Aeroporto cai por terra ou perdeu sustentabilidade. 

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Visita estatutária a Santa Maria: Comunicado do Conselho do Governo Regional dos Açores.



O Conselho de Governo, reunido a 29 de abril de 2019, na ilha de Santa Maria, deliberou:

1. Apoiar o Recolhimento de Santa Maria Madalena num valor de cerca de 24 mil euros no âmbito do trabalho desenvolvido por esta instituição enquanto entidade gestora do Pólo Local de Prevenção e Combate à Violência Doméstica, na Ilha de Santa Maria.

Este apoio visa a implementação de medidas no âmbito do III Plano de Prevenção e Combate à Violência Doméstica de Género, designadamente nas áreas da prevenção e sensibilização e da intervenção e proteção a vítimas de violência doméstica;

2. Apoiar a Santa Casa da Misericórdia de Vila do Porto para a execução de intervenções em habitações de idosos e pessoas com mobilidade reduzida com o objetivo de eliminar barreiras arquitetónicas.

Serão intervencionadas cerca de três dezenas de habitações, num investimento global de cerca de 75 mil euros. 

Esta iniciativa desenvolve-se no âmbito do Plano Bianual da Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social e prevê dar um contributo importante para aumentar a qualidade de vida destes concidadãos;

3. Apoiar a Santa Casa da Misericórdia num valor de cerca de 20 mil euros para aquisição de equipamentos para as várias respostas sociais desta instituição, que desenvolve a sua ação nas áreas da infância e juventude, das pessoas idosas, das pessoas com deficiência e da família e comunidade, apoiando 182 utentes;

4. Lançar o concurso público para a empreitada de recuperação e reequipamento da Escola Básica e Secundária de Santa Maria, com o valor base de cerca de 300 mil euros, com o objetivo de melhorar as condições de funcionalidade da cozinha e copa, garantindo, assim, melhores condições na confeção e fornecimento de refeições, bem como na segurança e qualidade alimentar.

Ao nível das infraestruturas, serão substituídas as redes de esgotos, de águas, de gás e a rede elétrica.

Serão ainda implementadas as medidas de segurança contra incêndio.

Este investimento na zona da cozinha é a primeira fase de um conjunto de investimentos a realizar nesta escola de forma faseada, no valor de cerca de dois milhões de euros, que inclui a substituição da cobertura do ginásio e intervenção nos balneários, a construção de um passadiço coberto de ligação entre os blocos, a demolição da cobertura do Bloco C e a sua impermeabilização, com remodelação da sala dos professores, bem como intervenções em várias patologias detetadas no edifício escolar e nas vedações e portões exteriores.

Tendo em conta as condições atuais do ginásio, a Secretaria Regional da Educação e Cultura, em articulação com a Câmara Municipal de Vila do Porto, decidiu que os alunos passarão a utilizar as instalações do Complexo Desportivo de Vila do Porto para as aulas de Educação Física, garantindo todos os procedimentos de acompanhamento e segurança na deslocação dos alunos para aquele espaço.

5. Apoiar o Clube Naval de Santa Maria num valor de cerca de 17 mil euros para a recuperação do bote baleeiro “Santa Maria”.

Desta forma, o Governo dos Açores apoia o projeto desta instituição, na valorização de um importante património da identidade cultural açoriana, como é a cultura baleeira; 

6. Lançar o concurso público para a empreitada de requalificação e modernização do Entreposto Frigorífico de Vila do Porto, com um valor base de cerca de um milhão de euros.

Esta empreitada prevê a instalação de uma sala de processamento de pescado individualizada do restante edifício, devidamente climatizada, com zona de resíduos e acessos independentes, reformulação da rede de amoníaco, com a execução de novos isolamentos e sistema de segurança, bem como melhoramentos gerais da instalação elétrica e do posto de transformação.

Desta forma, o Governo dos Açores materializa mais um investimento público que visa melhorar consideravelmente as infraestruturas e condições de trabalho no setor das pescas em Santa Maria e nos Açores;

7. Adquirir e instalar uma plataforma elevatória no edifício da piscina da Praia de São Lourenço para apoio a pessoas com mobilidade reduzida, num investimento estimado de cerca de 30 mil euros.

Este investimento materializa um compromisso do Governo dos Açores de instalar um equipamento para facilitar o acesso a esta icónica zona balnear a pessoas com dificuldades de mobilidade.  Um compromisso de 8 ANOS e que afinal apenas custa 30 Mil euros. Quando uma solução destas, leva 8 ANOS a ser encontrada, penso que está tudo dito relativamente a responsabilidades e capacidades.
 
8. Avançar com o investimento para o reforço do manto de proteção do molhe da Marina da Vila do Porto e execução da obra de reparação e reposição da cobertura da Gare Marítima de Passageiros de Vila do Porto, através da celebração de um contrato programa plurianual entre a Região Autónoma dos Açores e a Portos dos Açores S.A., num valor de cerca de 213 mil euros. Parece que a versão "cabriolet" da Gare Marítima tem os dias contados. Não sabemos é quantos..... 

9. Lançar os procedimentos para a empreitada de reabilitação e iluminação do Miradouro e Merendário da Macela, num valor estimado de 55 mil euros.

O Miradouro da Macela tem vista para a Praia Formosa, sendo um dos mais visitados da ilha, bem como o seu Merendário, muitas vezes frequentado, sobretudo na época do Verão.

Desta forma, com os investimentos previstos e com a instalação de iluminação, melhoram-se consideravelmente as condições desta infraestrutura, permitindo que o espaço seja utilizado em condições de maior segurança e conforto, associando a isso a valorização paisagística daquela zona, algo fundamental para os residentes, bem como para os visitantes da ilha de Santa Maria.

Além da instalação da iluminação, o projeto prevê o melhoramento dos pavimentos, mesas, lavatórios e instalações sanitárias. Um investimento na vídeo vigilância não seria descabido atendendo ao historial de atos de vandalismos neste local.

10. Apoiar o investimento das obras de asfaltagem do parque de estacionamento da casa de velório da Freguesia de Santo Espírito, numa comparticipação até cerca de 24 mil euros;

11. Apoiar as obras no Centro Pastoral de Santa Maria, promovidas pela Comissão Fabriqueira da Igreja Paroquial da Matriz de Vila do Porto, num valor de cerca de 20 mil euros;

12. Avançar com a elaboração do Plano de Ação do Paleoparque de Santa Maria.

Depois da criação do Paleoparque é agora necessário elaborar este Plano, estabelecendo medidas e ações de conservação adequadas à concretização dos regimes de salvaguarda dos recursos e valores naturais do Paleoparque, conciliando essa vertente com as visitas a estas zonas.

Desta forma, serão definidas e concretizadas medidas específicas para cada uma das jazidas fósseis, em função das caraterísticas e necessidades de salvaguarda e proteção desse relevante património natural;

13. Adquirir uma embarcação pneumática para o Serviço de Ambiente de Santa Maria, num valor estimado de cerca de 30 mil euros, com o objetivo de melhorar a capacidade operativa deste serviço, melhorando o acesso aos ilhéus da Ilha, designadamente à Reserva Natural do Ilhéu da Vila, bem como para apoio e monitorização das jazidas costeiras integradas no PaleoParque da ilha;

14. Avançar com a implementação de uma rede de percursos para bicicleta e respetivas infraestruturas de apoio em Santa Maria.

Depois de um levantamento em que foi avaliado o potencial para a prática de cada uma das vertentes e disciplinas do ciclismo em toda a Região, considerando todas as questões logísticas, locais de apoio ao praticante, capacidade para instalação de Centros de BTT, definição de zonas privilegiadas para implementação de percursos tendo em conta estradas/caminhos/trilhos públicos disponíveis, análise das áreas protegidas e possibilidade de implementação de percursos, garantindo a sustentabilidade e defesa de zonas sensíveis, o Governo dos Açores avança agora para a implementação desta rede, iniciando a sua implementação pela ilha de Santa Maria.

Serão criados percursos, com infraestruturas de apoio e instalação de sinalética, e criado um regime jurídico próprio.

Esta implementação será desenvolvida em parceria com as associações locais, bem como com as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia.

Em 2019 está prevista uma dotação de 150 mil euros para este projeto. 

15. Avançar com um procedimento para controlo de espécies exóticas e invasoras no Barreiro da Faneca, num investimento global estimado de cerca de 70 mil euros.

Este procedimento insere-se no plano de ação para a conservação da Estrelinha de Santa Maria e incidirá, sobretudo, no combate ao designado ‘Pica-Rato’ e diversas gramíneas.

A sua execução e calendarização está dependente da articulação com os proprietários de terrenos em zonas que têm se der intervencionadas;

16. Apoiar o 35.º Festival Maré de Agosto no valor de 50 mil euros.

Este icónico festival de Santa Maria e dos Açores decorre na Praia Formosa entre 22 e 24 de agosto.  

17. Apoiar o Clube Asas do Atlântico no valor de 12.500 euros para a realização do 38.º Rally Além-Mar Santa Maria, a decorrer a 9 e 10 de agosto;

18. Apoiar a Associação PRSpinning no valor de 10 mil euros para a realização do evento de BTT Azores Challenge MTB, que decorrerá em Santa Maria e em São Miguel.

O Governo dos Açores reforça, este ano, o apoio a este evento para que possa decorrer também em Santa Maria, no dia 28 de setembro.

O Governo dos Açores apoia, desta forma, vários eventos em Santa Maria no ano de 2019, contribuindo assim para a dinamização económica desta ilha, para a qualidade de vida e envolvimento dos residentes, bem como para o reforço da sua promoção externa e captação de mais fluxos turísticos participantes nos eventos apoiados; 

19. Avançar com os procedimentos necessários para a elaboração dos projetos para as obras de beneficiação de três caminhos, designadamente:

- Caminho Florestal Vermelho, na freguesia de Santo Espírito, com uma extensão de 860 metros, consistindo a beneficiação na regularização do piso e macadamização da faixa de rodagem, num investimento de cerca de 15 mil euros que irá beneficiar uma área de 15 hectares de pastagem e 19 hectares de floresta;

- Caminho do Serrado Grande, na freguesia de Santo Espírito, com uma extensão de 504 metros, consistindo a beneficiação no alargamento da faixa de rodagem, correção de uma curva e macadamização do piso, investimento de cerca de 12.500 euros, que irá beneficiar uma área de pastagem de 15 hectares;

- Caminho Rural do Tagarete, na freguesia de Santa Bárbara, com uma extensão de 1.154 metros, consistindo a beneficiação na pavimentação com massas asfálticas a frio e construção de valeta numa extensão de cerca de 700 metros, bem como na construção de três aquedutos, num investimento de cerca de 120 mil euros;

Deste modo, promove-se a melhoria das condições de segurança e de trabalho dos agricultores marienses, facilitando o acesso às suas explorações;

20. Apoiar a Associação Agrícola de Santa Maria num montante de cerca de 70 mil euros, para apoio no desenvolvimento de estratégias de produção adaptadas às necessidades dos mercados e na implementação e acompanhamento junto dos produtores dos métodos de qualidade, como a IGP e a Produção Integrada e a sua valorização.

Este apoio permitirá reforçar o rendimento dos produtores marienses, através do contributo que constitui para a melhor valorização das suas produções, concorrendo para o fortalecimento do setor agropecuário nesta ilha e, consequentemente, na Região;

21. Apoiar a Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos da Ilha de Santa Maria – ARCOA, num montante de cerca de 50 mil euros, para a dinamização da criação de ovinos e caprinos na ilha, através da prestação de apoio aos seus associados e no desenvolvimento de ações de promoção e comercialização da carne de ovino fora da ilha.

Esta medida insere-se na política de diversificação da produção agrícola na Região, contribuindo para a promoção da pecuária ovina e caprina em Santa Maria;

22. Promover a realização de um curso de formação profissional em Qualidade do Leite de Ovelha e Ordenha Mecânica e em Produção de Queijo Artesanal de Ovelha, com a duração de 25 horas cada, tendo em vista a habilitação de 18 produtores marienses na produção de leite de ovelha com qualidade e na aplicação de boas práticas na produção de queijo artesanal.

Deste modo, promove-se a produção de leite e queijo de ovelha de qualidade, incentivando a diversificação agrícola na ilha de Santa Maria e contribuindo para o aumento do rendimento dos produtores;

23. Promover a realização de um curso de formação profissional em Boas Práticas na Viticultura, com uma duração de 82 horas, tendo em vista a habilitação de 18 produtores marienses com conhecimento teórico e prático para programar, organizar e orientar as operações culturais da vinha, com aplicação dos princípios da Produção Integrada.

Deste modo, promove-se a vitivinicultura em Santa Maria, aproveitando o potencial existente na ilha para esta prática agrícola e a nova dinâmica que este setor vem apresentando na Região, bem como a apetência dos consumidores pelos vinhos oriundos dos Açores;

24. Instalar no Centro de Inseminação Artificial do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Ilha de Santa Maria, a secção de melhoramento animal e reprodução de pequenos ruminantes, relacionando os cruzamentos e as épocas de parto melhor adequadas às condições edafoclimáticas e de comercialização de ovinos e caprinos;

25. Avançar com a revisão do Programa VITIS, de forma a adequá-lo às especificidades da paisagem vitivinícola de São Lourenço e da Maia.

Com esta medida pretende-se criar um regime específico que incentive a reconversão da produção vitivinícola destas zonas, contribuindo para a valorização da paisagem, para a contenção dos quartéis de vinha em socalco e, consequentemente, para o desenvolvimento económico da ilha de Santa Maria;

26. Apoiar a participação dos alunos da Escola Básica e Secundária Bento Rodrigues em todas as fases do programa Parlamento dos Jovens, que se inicia em outubro e que culminará com a Sessão Regional, a decorrer na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na Horta, no primeiro trimestre de 2020, com a participação da equipa vencedora da fase de escola e respetivos docentes acompanhantes.

27. Apoiar a Escola Básica e Secundária Bento Rodrigues a participar no projeto Educação Empreendedora: o Caminho do Sucesso, com início em setembro, garantindo aos docentes a formação inicial, três visitas de acompanhamento pela equipa responsável pelo projeto e a participação no Concurso Regional “IdeiAçores” para as equipas vencedoras da Fase de Escola;

28. Apoiar a participação de dois dirigentes por associação de juventude local no Encontro Regional de Associações de Juventude no último trimestre de 2019, encontro que reunirá todas as associações juvenis da Região para troca de experiências, partilha de ideias e projetos e desenvolvimento de ações formativas no âmbito da atividade dirigente deste tipo de organizações;

29. Realizar as comemorações regionais do Dia da Europa na ilha de Santa Maria, a 9 de maio.

Nestas comemorações serão desenvolvidas um conjunto de iniciativas que valorizam a importância da cidadania europeia e da participação cívica na construção do projeto europeu, envolvendo as forças vivas locais, como são as entidades sociais, culturais, juvenis, educativas e desportivas desta ilha;

30. Além destas deliberações, o Conselho de Governo, apreciou ainda o andamento de um conjunto de processos e investimentos em curso na ilha de Santa Maria, nomeadamente:

- As obras em curso de reabilitação do 'Cinema do Aeroporto' de Santa Maria, um investimento de cerca de 4,5 milhões de euros, que está a decorrer a bom ritmo e que garantirá a requalificação de um espaço icónico desta ilha, criando uma infraestrutura pública para fruição cultural de grande nível;

- As obras em curso do novo Centro de Desenvolvimento e Inovação Empresarial de Santa Maria, num investimento global de cerca de 2,2 milhões de euros, nas antigas oficinas gerais do aeroporto de Santa Maria.

Esta nova infraestrutura terá um espaço museológico, bem como várias valências na incubação de empresas e na promoção e dinamização do empreendedorismo, das indústrias criativas, da área tecnológica e digital, bem como na promoção de eventos e feiras empresariais;

- As obras em curso para a instalação de uma nova antena no Monte das Flores, num investimento estimado de cerca de 680 mil euros.

Esta infraestrutura permitirá a diversificação dos serviços da ESA - Agência Espacial Europeia e a consequente criação de mais postos de trabalho.

Depois da conclusão destas obras, segue-se a instalação da paraboloide de 15 metros;

- As obras em curso de beneficiação e ampliação do complexo de água existente no lugar do Cardal, com a construção de um reservatório de 250 m3, num investimento de mais de 40 mil euros.

Com o prolongamento da rede de abastecimento de água no Caminho do Facho, na freguesia de Almagreira, com a construção de um açude, de mais um reservatório e de um ponto de abastecimento água na Ribeira do Aveiro e com as obras do Poço Grande, a ilha ficará com uma capacidade de armazenamento de água para a agricultura de mais de 2.000 m3;

- As obras em curso da empreitada de execução de passeios, estacionamento e reabilitação de muros, no centro de Freguesia de São Pedro, num investimento de cerca de 30 mil euros;

- As obras em curso de reabilitação do Merendário da Maia, espaço de lazer que confronta com a orla marítima, num investimento de cerca de 30 mil euros.

Está a ser feito um muro de proteção, a reabilitação do pavimento, implementadas novas mesas com guarda-sóis e colocação de um ponto de água;

terça-feira, 2 de abril de 2019

"Meias são para as pernas"

"Estrada de Cima" (Asfalto) - Foi retificado o piso.


"Estrada de Cima" (Terra)

É assim que se vai "atamancando" os problemas existentes nas vias de circulação para o lados do Aeroporto. Neste caso, na chamada "estrada de cima". Aliás, em 1/2 estrada. Porque ao que parece, a extensão de estrada não asfaltada e que abrange a Urbanização Ilha do Sol ficou, uma vez mais, para trás.
Se calhar também foi devido ao PO2020, que talvez não permita a realização de uma intervenção como a que foi levada a efeito nas ruas Angra do Heroísmo e Praia da Vitória.  


(clicar na imagem para aumentar)

Para que não restem dúvidas: Continua tudo como até aqui !!


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Aeroporto de Santa Maria: A prática do “plane spotting” ganha novo fôlego.

Na sequência do que vem sendo a aposta de várias congéneres europeias (e não só), a VINCI Airports, na qualidade de empresa gestora de quatro aeroportos na Região Autónoma dos Açores, vai criar zonas específicas para a prática do Spotting.
Em Santa Maria, esta medida será implementada muito em breve pois, sabe-se, o local escolhido necessita de uma urgente intervenção. Isto atendendo ao seu atual estado de conservação e que em nada prestigia aquela infraestrutura aeroportuária. Trata-se da zona onde estava instalada a antiga estação de instrumentos de meteorologia e que se prepara agora para ter outra utilidade.
De referir ainda que esta medida, é vista pela administração da VINCI Airports, como uma oportunidade de criar/fortalecer laços de estreita colaboração e/ou cooperação com a comunidade spotter principalmente no que respeita à promoção do Aeroporto de Santa Maria. Sem dúvida uma excelente notícia e que só peca por tardia. 

terça-feira, 19 de março de 2019

Nós por cá.....



Os acidentes registados em 2014, ambos na Ilha do Pico, despoletaram uma onda de contestação em torno das condições de segurança nos portos dos Açores em particular, no que respeita ao estado em que se encontravam vários cabeços de amarração.
Em 2017, o Governo Regional dos Açores anunciou (e muito bem) a celebração de um contrato com a Portos dos Açores, no valor de 1.2 Milhões de Euros para renovação/instalação destas estruturas em várias ilhas do arquipélago, onde se incluía Santa Maria.
E em Santa Maria, como noutras ilhas dos Açores, não existe apenas um porto. O principal. Existem outros que, pese embora a menor utilização por particulares e pescadores, continuam a ser considerados como opções fiáveis para as respectivas embarcações.
Num destes dias, dei comigo no pequeno porto dos Anjos a olhar para estas estruturas. Não sou um entendido na matéria para dizer se estão, ou não, em condições de continuarem a ser utilizadas, mas é uma dúvida pertinente. No que toca a atribuição de responsabilidades em caso de incidente ou acidente, será curioso, por um lado (e triste por outro) perceber a quem serão atribuídas responsabilidades. Se à Direção Regional dos Assuntos do Mar ou à entidade  local a quem foi delegada a sua gestão e que não é a Portos dos Açores.