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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Resultados das 100 primeiras opiniões:

As sondagens valem o que valem, mas sempre dão que pensar... Esta parou nas 100 recolhas por questões técnicas. Mas 100 opiniões são 100 opiniões: veja a seguir o que cada questão nos reservou (pode clicar em cada imagem para ampliar):











Acho que as duas últimas questões darão que pensar à Câmara Municipal, a não ser que não ponha em cima da mesa o facto de este ano ser ano de eleições. Pessoalmente, continuo a achar que a acção da Câmara Municipal é positiva, mas tem de formatar qualquer coisa se quiser outro mandato.

domingo, 27 de janeiro de 2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Como um balanço, equilibrado, com plano de pormenor:



Não sou ninguém. Percebo de literatura, da língua portuguesa, faço uma pizza decente. Mas olho, reparo, penso e sonho. Consigo traduzir facilmente o que penso em palavras e estou à vontade para partilhar, sem achar que me vão dar ouvidos, sem ter a veleidade de achar que mereço sequer a atenção. Mesmo assim, por isso mesmo, aqui vai o que penso dos Planos de Pormenor da Praia Formosa e Baía dos Anjos e de outras questões que vêm por acréscimo.

1. Os Planos de Pormenor são importantes e necessários, tal como é fundamental proteger, ordenar ou corrigir. É para isso que eles servem, basicamente.
2. A Câmara Municipal está em condições de achar e decidir sobre o que é melhor para a ilha, afinal, foram eleitos com 55.85% dos votos. Mesmo assim, deve estar atenta ao que é que os marienses querem.
3. Nem sempre o que os marienses querem é o que todos os marienses querem, logo, qualquer Plano de Pormenor nunca vai agradar a todos.
4. A maioria dos marienses - e para isto não é preciso um referendo - acha que as suas belezas naturais são uma mais-valia a preservar, sobretudo a Praia Formosa, a jóia da coroa.
5. A Praia Formosa não é um baldio. Pertence a quem é dono dos terrenos e eles têm direito a fazer o que a lei lhes der direito a fazer com o que é seu. Mas a Praia Formosa também é de todos os marienses e açorianos e portugueses que acreditam que têm ali um lugar único.
6. A Câmara Municipal devia esclarecer melhor quais são as consequências, em termos de imobiliário, para a frente marítima e revelar qual é a sua ideia de fundo para aquele lugar. Qual é a sua filosofia, no fundo, de desenvolvimento.
7. Só há duas hipóteses para o Plano de Pormenor da Praia Formosa: ser aprovado na generalidade daquilo que foi proposto recentemente, com as suas consequências (que nunca serão imediatas, mas certas e inevitáveis) ou, reformulá-lo de modo a que a Praia Formosa que conhecemos hoje, com a sua envolvência rural, a sua paz e a sua tranquilidade, não sejam perturbadas. E esta última hipótese é possível, sem prejuízo de ninguém. Basta ouvir toda a gente e sentar toda a gente à mesa. Arranja-se uma mesa bem grande, que é coisa que falta na ilha.
8. Quanto ao Plano de Pormenor dos Anjos, a resolução é mais fácil. Quase toda a gente abomina qualquer hipótese de urbanização a nascente. Nem faz qualquer sentido quando há tantos lotes por construir ainda na zona a poente. Para não falar da falta de sensibilidade que perpassa o documento, quanto à preservação do ambiente e da história daquele lugar.
9. Esta questão nunca deveria ser politizada e corremos o risco de o ser, sobretudo em ano de eleições, não esqueçamos. Isso só acentua o problema de medirmos a honestidade com que as pessoas assumem as suas posições. É que nem sempre a política é verdadeiramente filantropa. Tantas vezes a demagogia vence o verdadeiro propósito dos corações, de tanta gente que sente e é filha de boa gente.
10. Temos que nos unir. Se é para dizermos não, temos de o fazer em conjunto, seja para o que for. Se for para dizer sim, igualmente. Eu quero dizer não a ambos Planos de Pormenor, mas estou disponível para partilhar os meus sonhos. E não devo estar sozinho. 
11. Quanto vale o que dizemos? Quanto vale o que sonhamos?

Abraço, Daniel.





sábado, 19 de janeiro de 2013

Só eu sei porque fico em casa:

foto tirada daqui


Daqui a vinte minutos começa a discussão pública do Plano de Pormenor dos Anjos. Vou ficar em casa. Não é porque não vale a pena, é porque não vale mesmo a pena. A sessão será para promover uma formalidade. Qualquer reclamação terá de ser feita por escrito, conforme legislado. Por isso, eu que quero reclamar, se for para lá fazê-lo terá sido em vão. Até porque a minha questão não tem que ver com qualquer questão técnica do PP dos Anjos. Tem que ver com a generalidade da estratégia que está por trás disto tudo.
Quem olha para este postal antigo dos Anjos, vê algo que admira ou algo que despreza? Não bastava resumir a sessão de hoje a isto? O que está em cima da mesa é transformar este postal numa imagem paleolítica aonde não se pode regressar jamais.
Ontem, em Almagreira, o vice-presidente foi de uma grande dignidade. Terá começado mal a sessão, com um esclarecimento que, à maioria, ficou sem o contexto devido, mas, pela noite fora, foi capaz de manter a calma e tentar parar ao máximo o descarrilamento do PP da Praia Formosa. Será que hoje vai ter pela frente o mesmo trabalho? Se sim, parece-me que o que pode sobrar destas audiências é o descontentamento geral da população que, a bem ou a mal, o elegeu. Não concordo, todavia, com a opinião que deixou ao jornal O Baluarte, quando diz ter a impressão que não havia opositores ao PP da Praia, mas sim reclamantes a questões pontuais. Se tivesse havido a oportunidade de referendar o PP da Praia com a simples questão: Queima-se isto, sim ou não? A maioria teria respondido SIM. E se oportunidade houvesse para um referendo idêntico em relação aos Anjos a resposta era a mesma. Porque os marienses, cada vez mais, apercebem-se que querem a sua ilha valorizada pelo que tem de natural e intocável, que nós (ou será os outros) já destruíram o suficiente.
Eu fico em casa. Mais logo hei-de saber das fofocas: quem gritou mais, quem teve razão, se alguém defendeu, literalmente, os cagarros e a questão, inalienável, de que aquele lugar, é o berço da humanidade açoriana, para não mencionar o pequeno detalhe de Cristóvão Colombo ter por lá passado e agradecido a benção de Santa Maria. Não o vilipendiem. Os Escravos da Cadeinha, mereciam um pouco mais de respeito.

Abraço, Daniel.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

E eu, não conto?


Acabou há momentos a audição pública do Plano de Pormenor da Praia Formosa. Foi uma noite muito interessante. Não participei activamente porque sentia mais tristeza que outra coisa e bem sabemos que às vezes a tristeza atrapalha as palavras.
Houve intervenções de todo o tipo. Das esclarecidas às apaixonadas. Ninguém pode dizer que os marienses não se importam com a sua terra, não depois de uma noite como esta. E a sessão foi muito mais do que uma audição pública, foi uma manifestação de cidadania activa que dá sentido à democracia. Sentido de tal maneira vivo que a Câmara Municipal vai ter de ponderar muito bem se se encontra em condições de representar com legitimidade os destinos da nossa ilha. É que em todos os instantes se pode perceber que tinham para oferecer uma ideia que ninguém queria comprar. E amanhã, certamente vai-se repetir o fadinho.
O plano de pormenor da Praia Formosa devia ter sido apresentado com a partilha da estratégia que está por trás dele. Sem esquemas. Mas a verdade é que ninguém percebeu bem por que razão é que o mesmo foi feito. O que é que se pretende para a Praia Formosa? Se não se consegue responder a essa questão, então todo aquele plano de pormenor é um pôr a carroça à frente dos bois.
É claro que há coisas que podiam estar melhor na Praia Formosa, mas não era preciso seguir aquele caminho, sobretudo se ele está minado de incongruências e erros técnicos que, a provar-se, hão-de embaraçar para sempre os responsáveis. Eu queria uma Praia Formosa que me orgulhasse, uma que fosse ninho para os cagarros se sentirem em casa, uma casa única (com poucas casas)... Infelizmente, estamos a um passo de arriscarmos acender demasiados candeeiros e nos cegarmos, para sempre.

(Planos) Pormenores que fazem a diferença.....

Aos benditos Planos de Pormenor da Praia Formosa e Anjos não se pode chamar outra coisa do que QUERER FAZER DESAPARECER O QUE TEMOS DE DIFERENTE PARA OFERECER E QUE INCLUSIVAMENTE É RECONHECIDO A NÍVEL INTERNACIONAL.


"A ilha de Santa Maria é a primeira sugestão, com o "The Guardian" a destacar a paisagem natural da ilha e a Praia Formosa de areia branca, onde os visitantes andam à vontade dada a ausência de multidões."
Jornal britânico - "The Guardian".

domingo, 13 de janeiro de 2013

Interesses nos Anjos? Colombo quer uma marginal como deve ser...



Pergunto-me que interesses estranhos estão por trás do Plano de Pormenor dos Anjos... é que não se compreende como é que ainda teimamos em aumentar a pressão urbanística nas zonas costeiras. Não basta o que já há? Quem vai pagar essa urbanização? Quem vai fechar os olhos ao declínio das urbanizações actuais, de que o Aeroporto é um exemplo concreto? Não faz sentido, a meu ver, lotear toda aquela zona a norte do Centro Cultural Colombo. Uma casinha de verão à beira-mar? Pois há tantos lugares onde isso é possível. E pelos vistos, na Praia Formosa passa-se o mesmo. É de loucos. Resta saber de quantos loucos...