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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Numa revista de referência.

Na edição deste mês, a CALIBRE 12 - Revista especializada em temas cinegéticos, publica um artigo da autoria de Pedro Silveira sob o tema da Segurança no manuseamento de armas de caça.
O caçador mariense já havia escrito o texto no decorrer do verão passado mas só agora o mesmo mereceu a atenção da Calibre 12 Editores SA, uma Editora especializada que atinge segmentos de mercado relacionados com actividades específicas e que edita actualmente outras revistas como Cães & mascotes, Mundo Submerso, Armas e Munições, Mais Pesca e as edições especiais anuais Guia da Caça, Almanaque dos Cães e Pesca Submarina.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ainda sobre a caça.......

Tendo em conta o conteúdo do post do dia 29 de Julho - "Estará a nossa caça em risco?", enderecei a dois espaços que estão directamente relacionados com a caça, um mail onde solicitei a sua opinião sobre esta matéria.
De um, ainda não obtive resposta mas de outro, nomeadamante, o moderador do blogue Ribeira Seca e que acedeu rapidamente ao "desafio", já conheço o seu manifesto, o qual transcrevo na íntegra.
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Caro Marco,
Em resposta ao teu mail, de 31 de Julho de 2008, no qual solicitas a minhaopinião sobre o teu post do dia 29, "Estará a Nossa Caça em Risco", refiro que desde o reinício das viagens marítimas de passageiros inter-ilhas que severifica uma vinda crescente de caçadores que, aproveitando as facilidadesdeste meio de transporte, fazem-se acompanhar de viaturas, cães e de todos os bens necessários para uma estadia reduzida e para a prática da caça nesta ilha. O desenvolvimento desta vertente do transporte marítimo veio proporcionar ummeio eficaz de locomoção para um determinado tipo de pessoas.Independentemente das várias leituras que se podem fazer, a verdade é que tambémveio prejudicar a caça em Santa Maria.
Na partida a imagem que deixam desperta inúmeras críticas e mesmo repúdio pelosactos que cometem.
É o lixo que abandonaram, os danos que provocaram nos muros e vedações daspropriedades alheias, o abandono e abate de cães de caça que não aprovaram, odesrespeito pelas espécies cinegéticas e pelos limites impostos.
Tratam-se de situações conhecidas, reconhecidas e alvo de comentários negativos.
Ilegalidades na caça sempre as houve, mas até a um passado relativamente recente advinham, sobretudo, da necessidade em alimentar a família.
Hoje não é assim.
Para um determinado grupo, limitado pela ignorância e pela estupidez que a acompanha, nem por isso reduzido na sua prole, ser bom caçador é apresentar o maior número de peças, indepententemente se são ou não de espécies protegidas, se foi ou não respeitado o limite máximo estabelecido, cumprido ou não o calendário venatório ou o edital de caça.
Outros visam a obtenção do lucro através da venda da carne, que é muito procurada.
Tanto uns como os outros não medem os meios para atingirem os seus fins. Estes são, independentemente da sua classe social e em termos gerais, os caçadores furtivos dos nossos tempos.
A esmagadora maioria é cumpridora e responsável. Na caça são desportistas, educados e humildes, prontos a ensinar e a aprender ummodo de estar que, apesar de controverso nos dias de hoje, é muito digno emerecedor de todo o respeito.
A caça furtiva por si só, é apenas um dos factores que afecta o desenvolvimentoda caça em Santa Maria. Os outros passam pelas doenças, o abandono dos campos, o detrimento dos habitats. Todos eles actuam em conjunto e infelizmente, são um sinal dos nossos tempos. Faz muita falta uma avaliação atenta desta realidade, uma definição deobjectivos simples e clara, de acordo com as capacidades actuais e uma gestão dos meios existentes em consonância.
Infelizmente da Associação de Caçadores da Ilha de Santa Maria, que é quem podia dar o mote, de modo a sensibilizar os diversos interesses a fazerem alguma coisa nesse sentido, não se verifica nada digno de registo, apesar de constar no seu programa.
A caça furtiva é grave, provoca ressentimentos e alimenta um sentimento crescente de injustiça, como vem provar o que escreveste.
Obrigado pelo e-mail e espero ter respondido ao solicitado.
Atenciosamente,
Pedro Silveira

terça-feira, 29 de julho de 2008

Estará a nossa Caça em risco?

Um diálogo que ocorreu durante as Festas do Divino Espírito Santo na Ilha de São Miguel:
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C1 - O senhou não é de cá !
C2 - Não, sou de Santa Maria.
C1 - Não falta lá coelhos!
C2 - Olhe que já não são tantos, ali à volta do aeroporto, rente aos tanques da mobil, viam-se muitos mas agora já são menos.
(dito isto e após uma valente risada)
C1 - Ainda este fim-de-semana trouxe 72 !!
C2 - Como ??
C1 - Sabe....... Nós vamos na Sexta-Feira, temos por lá uns conhecimentos, no Sábado à noite e Domingo de manhã....... e pronto. (Só faltou dizer quem de cá tinha ido com ele.........)
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A foto, assim como o teor da conversa, foi-me enviada por um caçador mariense (devidamente identificado), circula agora por muitas caixas de correio electrónico e é um exemplo bastante elucidativo no que diz respeito à falta de fiscalização durante a época de caça.
Este amante da modalidade, ao constatar a veracidade das palavras do congénere micaelense, tratou de informar quem de direito no entanto, a resposta que obteve foi "o que humanamente se pode fazer, está a ser feito".


Bem, perante isto, nem quero imaginar o que será da caça em Santa Maria se, humanamente um dia, não for possível fazer nada.................................

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Excepções só para alguns?

No seguimento da nossa intenção expressa na última Assembleia Geral, e após pedido formulado à Câmara Municipal de Vila do Porto, foi-nos cedido a título provisório e excepcional parte das instalações da casa da guarda no Forte de S. Brás, mais precisamente a área anteriormente ocupada pelo Bar do Kais.Ficam, assim, reunidas as condições para que possamos continuar o nosso trabalho com a dignidade e eficácia que desejamos. Podemos, a partir de agora, centralizar toda a nossa documentação num único sítio o que em muito facilitará as tarefas a que nos propusemos.Para além disso, passaremos a ter um espaço que desejamos seja um ponto de encontro dos caçadores associados.Uma vez tratada a questão do mobiliário mínimo necessário, divulgaremos o horário e o modo de funcionamento.
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Enquanto outras agremiações continuam sem ter resolvida a sua situação, nomeadamente no que concerne a sede própria ou local para construção da mesma, outras, como que num ápice e depois das primeiras também o terem solicitado, conseguem uma cedência de instalações a "título provisório e excepcional" por parte da Câmara Municipal de Vila do Porto.
Não tenho nada contra a Associação de Caçadores de Santa Maria que tal como as outras, tem de fazer pela vida de forma a poder levar a bom porto os seus intentos.
Agora, não posso é concordar que a autaquia abra excepções a A, B ou C. Se realmente existem instalações disponíveis (provisoriamente ou não) para servir as Associações locais, acho muito bem que sejam cedidas no entanto, há que abrir o jogo com todas elas de modo a que nenhuma se sinta inferiorizada relativamente às outras. Imagem: Direitos Reservados tendo sido retirada daqui

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Reflexão.

"Muito se tem falado de caça em Santa Maria, mas, no meu entender, pouco ou nada tem sido feito para preservar esta modalidade na Ilha de Gonçalo Velho. Digo isto tendo a certeza daquilo que estou dizendo. Sou caçador há vinte e tantos anos, sou tão bom ou tão mau caçador como aqueles que existem em Santa Maria e por esse país fora, e de facto tento preservar a caça por estes lados, só caçando quando a caça está aberta na ilha toda.
Este ano, nos meses de Novembro e Dezembro, os coelhos que vou caçar vão dar com certeza para a família e algum amigo, porque não comemos só coelho, e nunca foi meu hábito vender o produto da caça, ao contrário de muitos que caçam durante todo o ano incluindo no principal período de reprodução.
Isto é que é preservar a caça em Santa Maria?
Tenham paciência! Queremos proteger ou destruir?"

Não são muitos os “desabafos” que me chegam à caixa de E-mail mas este, porque veio identificado e trata-se de uma preocupação perfeitamente legítima, acedi publicar.
Ainda sobre a caça e apesar de não ser um adepto da modalidade, penso que todos os que de alguma forma estão ligados a ela, devem reflectir e unir esforços para a sua preservação. Infelizmente nem sempre é assim....... É pena !!!!