domingo, 30 de outubro de 2011

CAMPO DE GOLFE ADIADO: o fim da tacada ou o adiar da brincadeira?

Para mim é uma notícia feliz, por muitos motivos. O esforço de contestação através da petição contra a construção do mesmo não foi em vão, havia nele algo de concreto e evidente: o investimento era desmedido. Pena é que não seja cancelado de vez, nesse entretanto, certamente, alguém ainda vai ganhar muito dinheiro em papeladas, as infinitas papeladas que ninguém percebe e a que ninguém tem acesso.

Estou em crer que, em troca, os marienses, vão ter muito pouco. Será que o cancelamento se deveu a um "greater good" e mais uma vez ficamos para trás? Parece que sim. A crise assim o dita e estando as eleições à porta e Santa Maria gerando tão poucos votos ainda mais evidente se torna esta questão, ou estarei a ser injusto?

O Conselho de Ilha contestou a decisão, está lá para isso, para contestar qualquer decisão que corte no investimento em Santa Maria, todavia, a questão essencial aqui ultrapassa a nossa ilha, é sistémica e transversal ao país, daí que se deva entender o cancelamento com algum sentido de responsabilidade e solidariedade para com o delicado estado de saúde do nosso país - não se compadece com megalomanias e o Campo de Golfe era uma delas. Se, em vez de exigir o compromisso de construção do Campo de Golfe, se exigisse a extinção da Ilhas de Valor - pela comprovada ineficácia na promoção do desenvolvimento em Santa Maria e noutras ilhas da coesão - a coisa tinha muito mais sentido e pertinência, até porque era interessante saber-se, ao certo, quanto custa aquela brincadeira e quantas mais pessoas poderia o nosso Presidente do Governo Regional ajudar se aquilo acabasse de vez.


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Peça retirada do Telejornal Açores, dia 29 de outubro de 2011.