quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Antes da visita oficial.

Moscovo, 28 Jan (Lusa) -- O presidente cubano Raul Castro chegou hoje à capital russa, onde permanecerá durante seis dias, na mais longa visita de um dirigente estrangeiro à Rússia e que já foi considerada "histórica".
O dirigente cubano chegou a Moscovo às 15:00 locais (12:00 TMG e Lisboa).

Uma notícia que para nós marienses, teria pouca ou nenhuma importância caso o Ilyushin IL-96-300 da Cubana de Aviación que transportou Raul Castro, não tivesse realizado uma escala técnica na Ilha de Santa Maria durante a última madrugada. A primeira desde que assumiu a presidência daquela Ilha das Caraíbas. Foto: Tozé batista

sábado, 24 de janeiro de 2009

"Açor 081"

Forças especiais “invadem” Santa Maria
Uma cimeira da NATO, na ilha de Santa Maria, para a integração de um país fictício é o cenário do exercício militar “Açor 081”, que se realiza a 29 e 30 de Janeiro, envolvendo cerca de 400 militares dos três ramos das Forças Armadas.
O vice-almirante Carvalho Abreu, comandante do Comando Operacional dos Açores (COA), apresentou o exercício numa conferência de imprensa, onde explicou que um grupo de trinta militares dos fuzileiros, pára-quedistas e forças especiais vão procurar infiltrar-se na ilha de Santa Maria e atacar diversos pontos específicos da ilha, como o aeroporto, porto, central eléctrica, centro de comunicações, depósitos de combustíveis e local onde se realiza a Cimeira da NATO.
Os militares do Exército, Força Aérea e Marinha, colocados nos Açores, que estão à disposição do COA, vão procurar garantir a segurança da cimeira e impedir a realização de acções de sabotagem pela força oponente. Durante o exercício, não serão utilizadas quaisquer munições, granadas ou explosivos, tendo sido emitida uma directiva para que os militares salvaguardem a preservação do ambiente e não alterem as rotinas diárias da população de Santa Maria.
O exercício pretende testar os planos de contingência e a estrutura regional de Comando e Controlo.
Um dos principais objectivos é testar a capacidade dos militares face às novas formas de ameaças assimétricas, onde um grupo reduzido de militares altamente preparado, procura provocar danos avultados em locais específicos. O Vice-almirante Carvalho Abreu sublinha que “este exercício constitui uma mais-valia para o emprego das Forças Armadas em exercícios/actuações conjuntas em acções de apoio à Protecção Civil.
Todo o exercício, apesar da sua natureza militar, apresenta uma envolvente de preparar os militares ao nível do comando e controlo, mobilidade, relacionamento com terceiros, na área de Protecção Civil e segurança, permitindo aumentar as competências dos militares envolvidos e testar os meios disponíveis.
“Durante esses exercícios descobrimos fragilidades que ainda temos e melhoramos aquilo que fazemos. Estes exercícios são extremamente ricos e correspondem a uma lição para o futuro. Verificamos que nunca temos tudo e é necessário uma capacidade de resolução dos problemas, numa situação de catástrofe”, afirmou o responsável do COA.
O Vice-almirante destacou ainda que durante estes exercícios “acontecem sempre situações novas que permitem de forma directa e indirecta melhorar o conhecimento e aumentar a capacidade de resposta”, destacou.A promoção do comando e controlo dos militares, a mobilidade interilhas e o treino conjunto dos diversos ramos das Forças Armadas são as principais vantagens deste exercício.
A ausência de um navio polivalente
O facto da Marinha Portuguesa ainda não possuir um navio polivalente de logística, que permita o transporte de todos os materiais (veículos e helicópteros) e militares em apenas uma viagem para a ilha de Santa Maria, torna necessário o transporte desses meios por via aérea e marítima. “Este meio é extraordinariamente importante em qualquer situação de emergência e não tenho dúvidas que é vital nos Açores”, declarou o Vice-almirante Carvalho Abreu. O comandante do COA assume que este navio “constitui uma clara mais-valia”, porque responde em termos militares e no apoio à Protecção Civil. “Este meio iria garantir-nos uma capacidade completa para o apoio em situações de calamidades. O projecto deste navio prevê que seja utilizado onde for necessário”, concluiu. Fonte: Jornal Açoriano Oriental

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Porque sabe melhor de inverno.


Já nada me surpreende.

O princípio desta semana fica, inevitavelmente, marcado pela notícia de que a actual Presidente da Câmara de Vila do Porto se vai recandidatar ao cargo. Esta decisão foi, segundo parece, tomada em reunião de partido mas que, alegadamente, não reuniu o consenso de todos os presentes e não é caso para menos. É que, á semelhança do que já acontece com grande parte do eleitorado mariense, também alguns fiéis seguidores das hostes socialistas, apercebem-se finalmente, das reais capacidades que o actual elenco camarário, neste caso, NÃO TEM e das quais necessitaria para destinar convenientemente o nosso município.
Por outro lado, esta candidatura há-se convir a quem, desde há uns anos a esta parte, sem nunca ter assumido qualquer cargo político a tempo inteiro, continua a assumir um papel preponderante no que a certas e determinadas resoluções diz respeito.
Diz o velho ditado que a “esperança é a última a morrer” e como tal caberá à população mariense o veredicto final.
Seremos por uma mudança ou voltaremos a dar azo a quem é a favor de uma política manietada?

domingo, 18 de janeiro de 2009

Devaneios


Apesar de fazer parte dos nomes do cantinho superior direito, a verdade é que ainda não participei aqui directamente e, por isso, escrevo hoje para a população mariense, que precisa de ser ouvida e, sobretudo, compreendida. Desde já aviso previamente que este meu desabafo não é para dar palmadinhas nas costas de ninguém, nem para criticar tudo negativamente. Se o meio-termo existe, existe por alguma razão e, no fundo de tudo isto, a minha opinião não passa de uma simples e mera opinião.

Em primeiro lugar, acho que devo começar por uma breve descrição do que realmente somos, para podermos ir percebendo onde quero chegar. O povo tipicamente mariense, por norma, está descontente. Somos uma ilha pequena, temos muitos problemas, não há desenvolvimento e por aí adiante, são as mais frequentes afirmações de todos nós (à qual eu não sou excepção). Se pensamos construir uma determinada coisa, é porque só vamos construir essa determinada coisa. Se não construímos uma determinada coisa, é porque nem essa determinada coisa construímos.

Quem sou eu para dar palpites? Uns irão simplesmente ver, outros irão olhar e muitos não irão compreender o que sinto cá por dentro. Às vezes é bom deambularmos pelo mundo para encontrarmos nele a beleza que está sempre ao nosso alcance, mas que nós nunca a conseguimos atingir. É fácil, basta encararmos a vida como algo um pouco de mais positivo e com um sorriso na cara, que é uma fantástica característica da nossa população.

Enquanto escrevo isto, penso que nós somos uns idiotas por desvalorizarmos o que temos. Queremos sempre mais e essa insatisfação é o que nos faz progredir. Mas porque não olhar em redor e deixarmo-nos levar pelas sensações que sempre nos escapam nesta ilha tão única e maravilhosa? Eu deixo-me levar pelo sopro do Vento, porque sei que, provavelmente, não irei encontrar Vento igual no restante percurso que tenho pela frente. Sinto que Santa Maria tem um grande potencial e muito para dar, mas isso só se verificará quando nós nos capacitarmos que não podemos querer mais do que nos é possível ter.

Na minha opinião, um blog como este despertou o interesse para outro tipo de problemas e assuntos no nosso meio envolvente e, melhor ainda, levou ao debate desses mesmos assuntos por todos os interessados e motivados pela matéria. Neste blog as opiniões são livres, não há censura, mas sim um reflexo do sentimento de um povo com características muito específicas. É de referir o facto de muitos posts que foram aqui deixados pelo administrador (Marco Coelho) identificarem problemas na nossa ilha que foram minimizados simplesmente por ele ter “enviado” um alerta online que sensibiliza a maioria de todos nós. Por outro lado, aqui não existem só juízos negativos, pois equiparam-se os posts onde se elogiam pessoas, instituições e outro tipo de projectos abraçados por pessoas da nossa ilha.

A alguns meses da minha partida, já começo a sentir saudades de uma terra que me viu crescer e que, com muita pena minha, após essa partida, não passará do meu sempre e esperado destino de férias. Somos cerca de 5500 habitantes e são poucos os que se destacam pela sua dinâmica e criatividade. Os que se destacam, destacam-se porque envolvem-se em todas as poucas coisas que vão surgindo e provam que realmente querem ver Santa Maria crescer. Em relação aos outros, espero não ter que ouvir “não há nada nesta ilha, não se faz nada pela ilha”, porque isto deve começar de cada um de nós, participando naquilo que, primeiramente, nos é possível, para tentarmos envolver a nossa ilha numa aposta de desenvolvimento diferente.

Por tudo isto, decidi partilhar este meu pensamento que me tem vindo a perseguir há algum tempo. Aceitem-no e reflictam nele, para que me possa orgulhar ainda mais do sítio a que chamarei sempre casa.

Helenita.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

E como este há mais....


A recuperação e manutenção dos inúmeros fontanários existentes em Santa Maria, continua a ser um "pau de dois bicos". Não sou eu que o digo, basta dar um passeio pela ilha e visitar os locais onde eles existem para perceber que poderia ser feito muito mais por este tipo de património.
Por exemplo, a título de curiosidade, saibam que este fontanário, contruído em 1910 a pedido de José Salvador - avô do ex-piloto de ralis José Salvador - e que estava localizado no início da descida de Valverde, foi destruído, mediante autorização prévia do Sr. Salvador, quando foram efectuados os trabalhos na estrada.
Diz quem se recorda, que, caso tivesse havido na época uma quota parte de bom senso, o mesmo poderia ter sido preservado. Isto de forma a que neste "cantinho" perdurasse ainda hoje um dos fontanários mais antigos da Ilha de Santa Maria. Foto: JS

Numa revista de referência.

Na edição deste mês, a CALIBRE 12 - Revista especializada em temas cinegéticos, publica um artigo da autoria de Pedro Silveira sob o tema da Segurança no manuseamento de armas de caça.
O caçador mariense já havia escrito o texto no decorrer do verão passado mas só agora o mesmo mereceu a atenção da Calibre 12 Editores SA, uma Editora especializada que atinge segmentos de mercado relacionados com actividades específicas e que edita actualmente outras revistas como Cães & mascotes, Mundo Submerso, Armas e Munições, Mais Pesca e as edições especiais anuais Guia da Caça, Almanaque dos Cães e Pesca Submarina.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Mais um caminho rural beneficiado.


Cerca de 50 mil euros foi quanto custou a beneficiação, já concluída pela Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, do caminho rural Maria Dias, em Vila do Porto, ilha de Santa Maria. As obras incluíram a melhoria da rede de drenagem, com a construção de valetas em betão e de um aqueduto, e o revestimento betuminoso do caminho, numa extensão de 540 metros. O caminho rural Maria Dias serve directamente seis explorações agro-pecuárias e uma área de pastagem privada de cerca de 20 hectares, traduzindo-se a sua beneficiação numa melhoria significativa das condições de acessibilidade dos empresários agrícolas às suas explorações. Além da sua importância para a actividade agro-pecuária, este caminho rural permite ainda uma rápida ligação entre o caminho municipal do Ginjal e o caminho Fundo, revestindo-se por isso de grande interesse para a população em geral. Fonte: Jornal Correio dos Açores

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mais vale prevenir do que remediar.

Não muito longe desta área, duas casas, em idênticas ou piores condições que esta, “não avisaram” quando, há não muito tempo atrás, vieram ao chão. Felizmente que na altura do sucedido, não se registaram danos de maior envolvendo pessoas ou viaturas que circulassem na rua.
Esta outra, localizada junto à Matriz de Vila do Porto, já em avançado estado de degradação e mesmo ao lado de um clube de informática, ameaça ruir mais depressa do que um castelo de cartas.
Será que não deveriam ser tomadas algumas medidas de modo a garantir a segurança daqueles que diariamente frequentam e/ou estacionam o seu meio de transporte neste local?
É que depois do mal acontecer, pouco ou nada adianta fazer cara de caso e enviar apressadamente toda a maquinaria para limpar os estragos………………..!!!!