domingo, 31 de agosto de 2008

“Santa Maria do Século Passado”

Este é a primeira ilação que deverá ser retirada dum artigo de opinião (clicar na imagem para ler) publicado no Jornal a União do dia 23 de Agosto, mas felizmente ou infelizmente sobre Santa Maria durante o verão muito se fala e comenta nos diferentes órgãos de comunicação social da região – isto por boas e más razões –, portanto o escrever sobre Santa Maria não é estranho ou invulgar, estranho é a provocação e a atribuição de adjectivos ofensivos de forma irónica num meio de comunicação social, a opinião de alguém que retrata Santa Maria como um espaço repleto de habitantes antiquados e desactualizadas da verdadeira realidade portuguesa.
Como o próprio nome indica é uma opinião devendo a mesma ser entendida como tal, mas quando se introduz num texto argumentos e premissas que pouco têm a ver com a realidade e quando de facto esta realidade é insular, fere um pouco qualquer açoriano que goste da sua terra e mesmo que não tenha grande apreço por esta, é provocatório para a terra onde nasceu.
Criticar algo da sociedade faz parte do quotidiano de qualquer sociedade moderna, e deverá ser acto normal aceitar críticas, mas “...denuncia imediatamente, na qualidade de chefia administrativa, a sua pobreza, quer a nível do edificado, comercial ou industrial...”, “.... é bonito de se ver, mas apenas para quem visita a ilha, porque de resto, terá sido uma enorme adaptação por parte da sua população para se poder viver numa terra que apenas têm bom clima....”, “...o modernismo anda ainda muito longe da daquele povo...”, “...locais que podem comercializar algum material sofisticado , mas que por razões económicas a maioria das pessoas também não lhe pode chegar por falta de dinheiro....”, “...fazer uma vida remediada...” “... porque os mais novos após libertados do domínio dos seus progenitores, atrevem-se a novos voos...”, “...não, não poderá continuar este viver em Santa Maria ...”;Aqui estão só representados alguns excertos duma página inteira (!) em que alguém opinando, tenta denegrir ao máximo a imagem de Santa Maria. Contra argumentar contra uma opinião não dará em nada mas, alguém deveria repor perante os leitores a verdade que falta em algumas expressões utilizadas em tal artigo. Um artigo de alguém que pelos vistos só se preocupou em ter ideias megalómanas - “...não se vislumbram grandes fábricas, nem armazéns, encontrando-se apenas no seio da Vila o grande supermercado ”Sol e Mar” reconheça-se bem recheado para a grandiosidade da terra e pouco mais, vendo-se então e denotando-se grandes carências nas vendas do seu comércio tradicional, que ainda vai sobrevivendo enquanto não chegar á ilha uma destas grandes superfícies, como Continente, Carrefour, Modelo Pão de Açúcar entre outras....” -, e que acabou por comparar o incomparável ou seja, uma ilha de 6000 habitantes com qualquer outro grande concelho do continente português. MC
Nota: Este texto foi enviado no passado dia 29 de Agosto para o Jornal "A União", a fim de ser publicado.

sábado, 30 de agosto de 2008

Melhores condições......

Na edição de hoje da maioria dos orgãos de comunicação social regionais, fica-se a saber que por despacho do chefe do executivo, Carlos César, foram atribuídos 375 mil €uros a 15 instituições açorianas com actividades culturais, especialmente no domínio da música e que este valor se destina a comparticipar a construção de novas sedes, realização de obras conservação/recuperação de edifícios e ao apetrechamento de espaços colectivos com equipamento de som.
Mas o que me aguçou a curiosidade foi ler que haviam instituições marienses entre as beneficiárias deste apoio, no entanto e porque na informação tornada pública pelos OCS, não consta uma listagem detalhada, fui "obrigado" a consultar o Jornal Oficial, nomeadamente o Despacho N.º 786/2008, de 29 de Agosto, onde, se fica a saber que, de Santa Maria, apenas a Casa do Povo de Santa Bárbara figura no rol dos contemplados e que irá receber um apoio financeiro na ordem dos 3.260.25 € para aquisição de aparelhagem sonora para o salão da sede social.
Ainda no âmbito deste despacho e atendendo às necessidades de que padecem outras instituições locais, é de estranhar que algumas delas não tivessem sido abrangidas ou então, não tenham feito por isso.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Estratégias há muitas.........

“Estamos perante uma ignóbil e maquiavélica utilização dos dinheiros públicos no favorecimento do partido que está no Governo”.
Quem o diz é Manuel Moniz, cabeça-de-lista do MPT pelos círculos eleitorais de São Miguel e regional de compensação, relativamente à distribuição de um "Kit Autonómico" por todos os lares da Região e que contém um livro com a explicação detalhada de todas as insígnias honoríficas açorianas, uma bandeira dos Açores, em pano, dois autocolantes com o pendão regional, um CD com o hino da Região e, ainda, uma carta do presidente do Governo Regional, Carlos César.
A ideia de promover e dar a conhecer à população, os símbolos regionais é, na minha opinião, um dever de qualquer executivo. Porém, acho lamentável que este lançamento só tenha acontecido, sensivelmente, após doze anos de governação socialista e a pouco mais de um mês das Eleições Legislativas.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

4 dias, 4 noites… Milhares encheram a ilha



Aparentemente, a satisfação dos mais de 3 mil jovens que se deslocaram a Santa Maria neste terceiro fim-de-semana de Agosto, era muito semelhante ao sentimento aquando da chegada à ilha do Sol.
Em pleno cais de Vila do Porto, na passada quarta feira, um jovem questionava outro sobre o conhecimento que tinha sobre o cartaz da Maré 2008. O outro respondeu é um pormenor de pouca importância, pois é sucesso garantido mesmo sem os grandes nomes sonantes portugueses ou estrangeiros. A qualidade é certa! Esta frase de certo poderia resumir toda a vertente musical do mais velho festival de música em Portugal – a não aposta nos grupos mais badalados do momento. Após várias pesquisas, a organização optou pela qualidade da sonoridade e o mais variado possível. Este ano não foi excepção.
Assim sendo, relativamente à passagem pelos palcos, os seis países representados tiveram de facto óptimos representantes, que animaram e muito o público que nas quatro noites de festival não arredou pé até às 5 e 6 da manhã. Ouviu-se de tudo um pouco na Praia Formosa, desde Blablabla, Olivertreedance, Freshkitos, passando por Varttina, Wraygunn, Gregg Koffi Brown, Lenine, Contrabando, Dub Inc. e até aos Dj´s Nuno Di Rosso, Bioutouch, Magazino, Zé Amaral, além de The Dixie Boys, Single Again, Filipe Raposo Trio, Monte Lunai. Países como Portugal, Brasil, Cuba, França, Reino Unido e Finlândia estiveram representados no palco da Maré, sem esquecer os vários grupos de percussão marienses que abrilhantaram o início dos espectáculos. Felizmente este ano os transportes marítimos, tiveram quase próximos da perfeição, depois de alguns anos a ceifar as pretensões e ambições da organização. Cerca de 2.500 pessoas deslocaram-se de barco para Santa Maria.
A identidade da Maré ficou vincada nestes quatro dias – nem só de música vive a maré – por exposições, passeios pedestres, teatro, apresentação de livros, workshops.
E foram muitos os que aproveitaram a Maré para acampar em Santa Maria. A Câmara de Vila do Porto disponibilizou cerca de 520 tendas no Parque de Campismo local. Somando a estas de certo mais umas 200 em sítios nunca indicados para tal, como sejam terrenos de cultivo de Meloa, areal da praia, pastagens para gado, ou seja qualquer sítio é o ideal para acampar na Maré!
Fica também o registo de alguns pormenores caricatos do que é organizar um festival desta dimensão numa ilha como Santa Maria, no meio do Atlântico: a organização traz a Santa Maria cerca de 180 pessoas entre artistas e pessoal do Staff, cerca de 175 toneladas de material de palco e outros. Cerca de 6.000 litros de cerveja foram vendidos só no recinto do festival, 700 tendas foram montadas na zona da Praia Formosa, seis países estiveram representados e registou-se um de 2.700 entradas 2.700 no recinto do espectáculo.
Mesmo com alguns percalços, infelizmente típicos de uma ilha pequena, como foi o exemplo de chegarem os músicos e não chegarem os instrumentos (a situação foi rapidamente resolvida), a organização esteve novamente a um nível muito elevado.
Mesmo com alguns percalços infelizmente típicos de uma ilha pequena, como foi o exemplo de chegarem os músicos e não chegarem os instrumentos, rapidamente resolvido, a organização esteve novamente a um nível muito elevado, pormenores como sejam novo palco, embelezamento do espaço, maior organização das entradas com bilhetes personalizados, recolocação das barraquinhas de comes e bebes, até o próprio transito com acesso mais restrito para a zona envolvente praia, para 2009 espera-se novamente decerto uma festa em grande para agradar aos fieis adeptos desta realização, curiosamente o 25ºaniversário.
Texto: P.R / Fotos: Lua dos Açores

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A ser novidade, só o é para alguns.........

Duarte Pacheco, médico e representante da Ordem nos Açores faz um diagnóstico profundo sobre o serviço regional de saúde e o balanço dos últimos quatro anos do sector. é uma entrevista que aborda de forma séria uma matéria que está no topo das preocupações dos cidadãos.
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O Estatuto Regional de Saúde tem cerca de nove anos. Que balanço faz?Duarte Pacheco (presidente da Delegação da Ordem dos Médicos nos Açores) - Grande parte do que foi proposto ainda não está aplicado e, entretanto, foram feitas alterações em nossa opinião, bastante profundas com a transformação dos hospitais em EPS que não foram perfeitamente colmatadas em termos do rearranjo da saúde na Região.

Reorganização descuidada

Pode explicar?

A Unidade de Saúde de Ilha era a base da filosofia do novo Serviço Regional de Saúde proposto pelo Governo Regional há nove anos e aprovado pela Assembleia Legislativa Regional há nove anos. O facto é que a Unidade de Saúde de Ilha, neste momento, só está a funcionar em São Jorge e no Pico. Em São Jorge existe há apenas dois anos.
As Unidades de Saúde de Ilha, nas ilhas onde existe apenas um centro de saúde, aparentemente não oferece grande dúvida porque não há o problema de ter que reagrupar os restantes centros de saúde. No entanto, há algumas propostas para a criação de uma Unidade de Saúde de Ilha (mesmo sendo numa ilha só com um centro de saúde) que estão no estatuto e que não são alicerce das duas Unidades de Ilha criadas.
Ficaram, até agora, de fora outras ilhas também importantes em termos de organização de saúde que são São Miguel, Terceira e Faial. São ilhas com mais população, com mais médicos, com mais instituições de saúde. Cada uma destas ilhas tem o seu hospital e, naturalmente, poderiam surgir algumas dificuldades na criação da Unidade de Saúde de Ilha. O que não há dúvidas é que é nestas ilhas será mais importante avançar com o processo de Unidade de Saúde de Ilha tendo em conta que as alterações propostas no Estatuto Regional de Saúde foram consideradas essenciais.

A filosofia de Unidade de Saúde de Ilha é exequível na ilha de São Miguel?

Nunca estivemos contra o princípio da criação da Unidade de Saúde de Ilha, no que respeita especialmente aos cuidados primários de saúde. A existência de uma gestão conjunta, em alguns aspectos, dos diversos centros de saúde existentes numa ilha é um princípio correcto que faz falta.
Não se compreende que não seja assim.
É conhecido que a Ordem dos Médicos tomou algumas posições críticas pondo em causa alguns dos parâmetros do Estatuto Regional de Saúde. Discordamos sempre da forma em que era proposta a reorganização do Serviço Regional de Saúde. Esta reorganização não foi tão cuidada. Deveria ter sido feita com mais atenção e de uma forma mais equilibrada.
Um dos pontos que a Ordem dos Médicos quer sempre discutir, procurando que haja um entendimento definitivo, é sobre o papel dos hospitais no sistema regional de saúde na ilha e na Região. Ou seja, a filosofia da Unidade de Saúde de Ilha é agrupar o hospital com os centros de saúde de cada ilha. O hospital, nesta situação, iria adquirir uma dimensão de ilha que se poderia sobrepor (especialmente o hospital de Ponta Delgada que tem uma abrangência maior) à dimensão regional que se pretendia e que é necessária para os hospitais. Esta dualidade de funções não foi, em nosso entender, devidamente reflectida, discutida e acautelada.

O Estatuto Regional de Saúde falhou neste domínio?

Tenho de olhar as realidades.
O Estatuto foi aprovado em Junho de 1999. E, como lhe disse, neste momento, só existem duas Unidades de Saúde de Ilha a funcionar. Só existem três autoridades de saúde de ilha, a mais recente das quais tem dias em São Miguel. Fora isso, mais nada ou pouco mais foi feito. O que é que terei de concluir? É que o Estatuto não está aplicado na sua plenitude.

O Governo deve refazer algumas normas do Estatuto Regional de Saúde?

O Estatuto foi aprovado na Assembleia Legislativa Regional e passou a ser lei. Os cidadãos, as instituições e as entidades devem cumprir a lei. Perante um Estatuto com o qual não concordava na sua plenitude, o que é que a Ordem dos Médicos poderia fazer? Não ia continuar a lutar contra um Estatuto que passou a ser lei. A proposta da Ordem foi pegar no Estatuto aprovado, continuar a discuti-lo e criar rearranjos e equilíbrios naquelas situações que consideramos que não são as melhores soluções para um regular e normal funcionamento da saúde e do Serviço Regional de Saúde. Do debate iriam surgir, de certo, os arranjos e as alterações necessárias para que o Estatuto Regional de Saúde pudesse ser mais eficaz.

É altura de o Governo fazer um rearranjo ao Serviço Regional de Saúde?

Está sempre na altura de o Governo fazer um rearranjo para o Estatuto Regional de Saúde ser mais eficaz. A Ordem defende sempre que está na altura de considerar a saúde, na Região, como um sector estratégico de primordial importância. É um sector a que o Governo tem de dar muita atenção, fazendo incidir nele grande parte dos esforços que a Região possa desenvolver, do ponto de vista político, financeiro, económico e de recursos humanos.

Precisa mais atenção A saúde não está a ser prioridade?

Todos nós percebemos (pelo menos eu, percebo isso perfeitamente) que a saúde não está a ser a prioridade do Governo dos Açores. Nos últimos tempos tem-se falado em contratos, em convenções na saúde, mas tem sido de há poucos meses para cá. Se formos rever as alterações e inovações que foram feitas, o crescimento que possa estar a surgir na saúde, percebemos que este sector não tem estado na opinião pública, não tem estado como uma situação prioritária naquilo que possa ser o interesse dos órgãos governativos. Há cerca de um ano falou-se na saúde para tudo voltar a cair no esquecimento. Agora, volta-se a falar nos contratos e incentivos que se criaram para os colegas de medicina geral e familiar. Isso comprova bem ser este um sector que está a necessitar de muita atenção (oh se tá....).A experiência do médico de família falhou?
Esta é a nossa opinião. Não é o problema do médico de família. É o problema da organização do Serviço Regional de Saúde que falhou a toda a prova. O estatuto aprovado pelo anterior governo (o primeiro de Carlos César) manteve o princípio que é correcto de que um serviço de saúde público assenta essencialmente nos cuidados primários de saúde. Assenta, portanto, nos médicos de família e nos centros de saúde. Eles seriam a porta de entrada no sistema. As populações seriam seguidas, em termos de cuidado de saúde, prevenção da doença, de promoção da saúde, pelos seus médicos de família. Os hospitais estariam destinados às situações agudas, para as complicações, para a cirurgias e para as diversas especialidades hospitalares que fossem necessárias. (pois..... o pior foi e ainda é pôr em prática este(s) princípio(s)....)

Onde é que o Serviço Regional de Saúde falhou?

Falhou o alicerce do Serviço Regional de Saúde, que são os cuidados primários de saúde, os centros de saúde, os médicos de família, as equipas de saúde de cuidados primários constituídas pelos médicos de saúde, pelas enfermeiras e até por um administrativo (que funcionam em equipa e funcionam bem). Estas equipas não se fizeram sentir por serem num número muito reduzido. Ou seja, 40% da população nos Açores não tem acesso a um médico de família. Isso é o mesmo que dizer que 40% do alicerce do Serviço de Saúde nunca existiu e não existe. Isso vem trazer disfunções a toda a orgânica do Serviço Regional de Saúde.
Por esta via o Serviço Regional de Saúde adoeceu.
Ele nem sequer completou a sua tarefa. Não conseguiu a cobertura ideal em cuidados primários de saúde. Não conseguiu o número de médicos de medicina geral e familiar minimamente suficiente. Não conseguiu o mínimo necessário de equipas de saúde.

Porque é que isso aconteceu?

Em alguns aspectos, posso pensar que isso aconteceu de uma forma incompreensível. A única explicação que poderá existir.
Fonte: correiodosacores de 25.08.2008

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

XXIV Festival Maré de Agosto

O Festival Maré de Agosto, que em 2009 celebra 25 anos, vai a partir de amanhã encher de música a ilha de Santa Maria, nos Açores, num evento com artistas nacionais e internacionais.
Desde 1984 que o mais antigo festival de música dos Açores ocorre em Agosto, sem interrupções, numa ilha onde vivem cerca de seis mil habitantes.

O presidente da Associação Cultural Maré de Agosto, responsável pela organização do festival, adiantou hoje à agência Lusa que este ano vão subir ao palco principal, montado junto à Praia Formosa, bandas oriundas de Portugal, Finlândia, Reino Unido, França, Cuba e Brasil.
"Trata-se de um festival de música destinado a pessoas dos oito aos oitenta", disse Roberto Furtado, que prevê uma afluência superior a três mil pessoas no recinto do festival, que decorre de 21 e 24 de Agosto.
Em contagem decrescente para mais uma edição, Roberto Furtado afiançou que "está tudo a correr como planeado" e ainda hoje (ontem) o palco principal ficará totalmente montado.
Os músicos portugueses Olivetreedance, Freshkitos e Blablabla DJs abrem o festival na quinta-feira a partir de 22:30 locais.
No segundo dia estão agendados concertos das bandas Varttina (Finlândia), Wraygunn (Portugal) e DJ Nuno Di Rosso.
Para a noite de sábado estão programadas as actuações de Gregg Kofi Brown (Reino Unido), Lenine (Brasil) e Biotouch, composta pelos portugueses João Marques e Ricardo Ferreira.
A Maré de Agosto encerra com a actuação, no domingo, dos Contrabando (Cuba), Dub Inc (França) e o DJ Magazino.
No espaço Castelo, com um palco mais pequeno, vão decorrer diariamente várias actividades como espectáculos de teatro, apresentação de livros, actuação de várias bandas regionais e djs pela noite dentro.
Estão também agendadas exposições de fotografia, pintura e uma acção de formação sobre percursão da responsabilidade do grupo Tocá Rufar, indicou o presidente da Associação Cultural Maré de Agosto.
Orçada em 200 mil euros, a "Maré de Agosto" conta com apoios da Câmara Municipal de Vila do Porto, das direcções regionais da Juventude, Cultura e Turismo e algumas entidades privadas. Mesmo antes do arranque da 24.ª edição do festival de música a organização está já a pensar no próximo ano, altura em que pretende assinalar condignamente as bodas de prata de um evento a que têm acorrido sucessivas gerações.
"Gostaríamos de ter um festival especial em 2009, mas isso vai depender das condições económicas", afirmou Roberto Furtado, acrescentando que desejava ter mais artistas no cartaz e oferecer melhores infrastruturas, dado que algumas têm mais de 20 anos.
A Associação Cultural Maré de Agosto, criada em 1987, organiza anualmente o festival, que nasceu quando um grupo de artistas de Santa Maria resolveu promover um encontro de músicos açorianos na ilha.
Os bilhetes para os quatro dias do festival custam 45 euros e para um dia 20 euros. Os portadores do cartão InterJovem, criado pelo Governo açoriano para jovens entre os 13 e os 30 anos, vão dispor de entrada gratuita durante os quatro dias do festival Maré de Agosto, tendo apenas de apresentar este cartão e o bilhete de identidade. AO

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Pena não haver eleições todos os meses........

Caminho de acesso ao Pico Alto em Santa Maria será melhoradoA Secretaria Regional da Habitação e Equipamentos adjudicou, por cerca de 140 mil euros, a obra de beneficiação do Caminho do Pico Alto, na ilha de Santa Maria.
A empreitada, com um prazo de execução de dois meses, visa repor o funcionamento daquela via nas adequadas condições de conforto e segurança, o que passa pela aplicação de uma camada de desgaste, em betão betuminoso, com uma espessura média de 0,04 metros sobre o pavimento. Antes da aplicação da camada de desgaste, está ainda prevista a limpeza das bermas, do pavimento e uma rega de colagem sobre a camada existente. Esta obra insere-se na reforma da rede viária promovida pelo executivo açoriano, na actual legislatura, em todas as ilhas.
Notícia divulgada no
Jornal Diario em 08/08/2008.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Touros e Música.



Este ano, contrariamente ao que vem sendo habitual e para descontentamento dos moradores da Urbanização Ilha do Sol, o Baía do Rock, festival organizado pelo Círculo de Amigos de São Lourenço decorreu no velho campo municipal e não naquela zona de veraneio. Neste capítulo – o do descontentamento dos moradores – e sendo o mesmo perfeitamente legítimo, devo dizer que não basta dizer por ai que não se é de acordo com e que fulano e sicrano é que mandam e fazem o que bem lhes apetece. NÃO.
Há que manter posições – o que nesta terra, infelizmente, nem sempre acontece – e fazer chegar (se é que não o fizeram) a vossa indignação a quem de direito. No caso particular, a quem cedeu o espaço, autorizou a realização do espectáculo e emitiu as respectivas licenças. Esta sim. Seria uma demonstração cabal do vosso desagrado.
Até porque, quem tem a responsabilidade de organizar este tipo de eventos, apenas faz o que lhe compete ou seja, limita-se a solicitar autorização para o efeito e se a consegue, ponto final.
Mas voltando à festa, a mesma não se ficou pela vertente musical. No mesmo local, ao final da tarde de Sábado e como anunciava o cartaz, decorreu uma grandiosa tourada à corda.
A iniciativa, também ela da responsabilidade do C.A.S.L e que contou com a presença de centenas de pessoas, ficou marcada pela performance de alguns corajosos que não se abstiveram de desafiar os quatros exemplares pertencentes à ganaderia terceirense de Ezequíel Rodrigues.

domingo, 17 de agosto de 2008

Festas de Santa Maria 2008

Segundo a versão mais actualizada do programa, será com a realização da III Edição da Gala do Desporto Mariense que se darão por encerradas as festas de Santa Maria 2008. No entanto, para grande parte da população, foi com a fraca e provavelmente dispendiosa actuação dos “moranguitos” 4 Taste que terminaram as festas deste ano. Das escolhas musicais, excepção feita a estes e aos “brasileiros imitadores” (sim porque os temas são basicamente os mesmos, só mudam as caras), há que destacar pela positiva as actuações de BETO e dos conjuntos locais que assim aproveitaram a oportunidade para divulgar o seu trabalho e gosto pela música.
Relativamente ao espaço (fábrica da telha) onde, este ano decorreu os concertos, penso ser unânime a opinião de que o mesmo reúne excelentes condições para o efeito e deverá continuar a ser o local de eleição em festividades futuras. Isto apesar de alguma insatisfação por parte de quem com maior ou menor dificuldade pagou para explorar as tradicionais barraquinhas de comes e bebes.
As melhorias levadas a cabo na área que é, há largos anos, destinada às barraquinhas e que já se fizeram notaram durante as festas de São João, também foram do agrado de todos, só pecando por tardias.
Noutro âmbito, alegadamente por razões pouco convincentes, não posso deixar de lamentar a ausência do tradicional bazar (rifas).

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Pousada de Juventude para Santa Maria.


Conforme constava no programa das comemorações do Dia Mundial da Juventude, decorreu ontem a cerimónia de apresentação relativa ao projecto da futura Pousada da Juventude de Santa Maria.
O novo albergue juvenil, vai ocupar três imóveis no centro histórico de Vila do Porto e terá um custo de aproximadamente dois milhões de euros. Esta será uma unidade de arquitectura contemporânea com capacidade para 52 pessoas e zonas de acesso ao público.

A obra, com um prazo de execução de um ano, deverá ter início entre o segundo e o terceiro trimestre de 2009.

domingo, 10 de agosto de 2008

Abundam (ainda bem) os investimentos para Santa Maria.

O Governo Regional dos Açores vai investir cerca de 240 mil euros na implantação de dois trilhos para passeios turísticos e ambientais na ilha de Santa Maria. Conforme nota do Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS) do executivo regional, a intervenção lançada a concurso público pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar com um prazo de execução 180 dias, visa dotar a Paisagem Protegida de Interesse Regional do Barreiro da Faneca e Costa Norte - Vereda Feteiras de Baixo - Anjos e a Reserva Natural do Figueiral Prainha e Monumento Natural da Pedreira do Campo com dois trilhos (Barreiro da Faneca e Figueiral – Touril) que permitam a sensibilização, educação e formação ambientais e a conservação das zonas em causa. As propostas deverão ser entregues até 10 de Setembro.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

As nossas festas.

Todos os anos, e este não foi excepção, tenho o hábito de frequentar as festas das nossas freguesias. São festas religiosas, de cariz popular e às quais não posso de forma alguma ficar indiferente.
As pessoas que compõem as várias comissões de festas e que são responsáveis pela realização das mesmas, dependem basicamente de um voluntariado que cada vez é mais escasso e do apoio (financeiro e logístico) da autarquia que na minha opinião, não é, nem de perto nem de longe o ideal.
Mas a verdade é que, com maior ou menor dificuldade, as coisas têm sido feitas no entanto e dadas as €xigências de alguns dos “artistas” locais, não será de estranhar que um dia, alguma das nossas festas, corra o sério risco de não se realizar.
Nestes casos particulares e de forma a combater uma nítida falta de bom senso, o melhor talvez fosse voltar a apostar em bandas filarmónicas e grupos provenientes da vizinha ilha de São Miguel.

domingo, 3 de agosto de 2008

Dia Mundial da Juventude.


Programa - Santa Maria
12 de Agosto 2008#

10h00 - Passeio pedestre – Gruta de água doce

10h30/11h30 - Passeio de barco Vela Latina – c/ barco de apoio e acompanhamento das canoas.

14h30/15h15 - Apresentação do projecto da Pousada da Juventude
Local: Forte de São Brás
14h30 - Workshop de Surf
Local: Praia Formosa
14h30/18h30 - Matraquilhos humanos
Local: Praia Formosa
15h00/17h00 - Slide
Local: Praia Formosa

15h30 - Prova de Optimist
Organização: Clube Naval Santa Maria
Local: Marina de Vila do Porto

16h00/18h00 - Prevenção Solar – Açores ao SolTetrapi
Local: Praia Formosa
16h00/17h30 - Inauguração do Posto Informação Juvenil da Praia Formosa
Local: Praia Formosa
18h00 -Torneio de Andebol – Clube Ana / CD Marienses
Local: Ginásio
18h30 – Final do Torneio de Volei de Praia
Local: Praia Formosa
20h30 - Entrega de troféus do Torneio de Volei de Praia
Local: Praia Formosa
22h00 - Concerto dos Ronda da Madrugada
Organização: CMVP
Local: Jardim Municipal

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ainda sobre a caça.......

Tendo em conta o conteúdo do post do dia 29 de Julho - "Estará a nossa caça em risco?", enderecei a dois espaços que estão directamente relacionados com a caça, um mail onde solicitei a sua opinião sobre esta matéria.
De um, ainda não obtive resposta mas de outro, nomeadamante, o moderador do blogue Ribeira Seca e que acedeu rapidamente ao "desafio", já conheço o seu manifesto, o qual transcrevo na íntegra.
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Caro Marco,
Em resposta ao teu mail, de 31 de Julho de 2008, no qual solicitas a minhaopinião sobre o teu post do dia 29, "Estará a Nossa Caça em Risco", refiro que desde o reinício das viagens marítimas de passageiros inter-ilhas que severifica uma vinda crescente de caçadores que, aproveitando as facilidadesdeste meio de transporte, fazem-se acompanhar de viaturas, cães e de todos os bens necessários para uma estadia reduzida e para a prática da caça nesta ilha. O desenvolvimento desta vertente do transporte marítimo veio proporcionar ummeio eficaz de locomoção para um determinado tipo de pessoas.Independentemente das várias leituras que se podem fazer, a verdade é que tambémveio prejudicar a caça em Santa Maria.
Na partida a imagem que deixam desperta inúmeras críticas e mesmo repúdio pelosactos que cometem.
É o lixo que abandonaram, os danos que provocaram nos muros e vedações daspropriedades alheias, o abandono e abate de cães de caça que não aprovaram, odesrespeito pelas espécies cinegéticas e pelos limites impostos.
Tratam-se de situações conhecidas, reconhecidas e alvo de comentários negativos.
Ilegalidades na caça sempre as houve, mas até a um passado relativamente recente advinham, sobretudo, da necessidade em alimentar a família.
Hoje não é assim.
Para um determinado grupo, limitado pela ignorância e pela estupidez que a acompanha, nem por isso reduzido na sua prole, ser bom caçador é apresentar o maior número de peças, indepententemente se são ou não de espécies protegidas, se foi ou não respeitado o limite máximo estabelecido, cumprido ou não o calendário venatório ou o edital de caça.
Outros visam a obtenção do lucro através da venda da carne, que é muito procurada.
Tanto uns como os outros não medem os meios para atingirem os seus fins. Estes são, independentemente da sua classe social e em termos gerais, os caçadores furtivos dos nossos tempos.
A esmagadora maioria é cumpridora e responsável. Na caça são desportistas, educados e humildes, prontos a ensinar e a aprender ummodo de estar que, apesar de controverso nos dias de hoje, é muito digno emerecedor de todo o respeito.
A caça furtiva por si só, é apenas um dos factores que afecta o desenvolvimentoda caça em Santa Maria. Os outros passam pelas doenças, o abandono dos campos, o detrimento dos habitats. Todos eles actuam em conjunto e infelizmente, são um sinal dos nossos tempos. Faz muita falta uma avaliação atenta desta realidade, uma definição deobjectivos simples e clara, de acordo com as capacidades actuais e uma gestão dos meios existentes em consonância.
Infelizmente da Associação de Caçadores da Ilha de Santa Maria, que é quem podia dar o mote, de modo a sensibilizar os diversos interesses a fazerem alguma coisa nesse sentido, não se verifica nada digno de registo, apesar de constar no seu programa.
A caça furtiva é grave, provoca ressentimentos e alimenta um sentimento crescente de injustiça, como vem provar o que escreveste.
Obrigado pelo e-mail e espero ter respondido ao solicitado.
Atenciosamente,
Pedro Silveira